sábado, 14 de maio de 2016

Robô humanoide caça tesouros no oceano

Redação do Site Inovação Tecnológica -  

Robô humanoide caça tesouros no oceano
O robô pode interagir com mergulhadores humanos ou atuar "sozinho", funcionando como um avatar de um mergulhador a bordo do navio. [Imagem: Osada/Seguin/DRASSM]
Avatar robótico
Engenheiros da Universidade de Stanford, nos EUA, demonstraram que um robô submarino com aspecto humanoide pode ter várias vantagens.
OceanOne não chega a lembrar uma sereia, mas tem dois braços, uma cabeça e uma "cauda", onde ficam as hélices motorizadas responsáveis por sua movimentação.
Tradicionalmente, em termos de forma, os robôs submersíveis oscilam entre os extremos, existindo opões com o aspecto de tubo, aerodinamicamente mais eficiente e capaz de suportar maiores pressões, ou de paralelepípedos, mais fáceis de construir e de manobrar.
Mas a intenção da equipe era criar uma espécie de avatar, por meio do qual um mergulhador pudesse acionar o equipamento à distância, como se estivesse no fundo do mar.
"A intenção aqui é fazer um mergulhador mergulhar virtualmente. É quase como se estivesse lá - você cria uma nova dimensão de percepção," disse Oussama Khatib à revista Technology Review, do MIT.
Robô humanoide caça tesouros no oceano
O OceanOne sabe como se manter estável no fundo do mar, mas é controlado por cabos. [Imagem: Osada/Seguin/DRASSM]
Robô de exploração
Foi o próprio Khatib quem usou um joystick dotado de feedback tátil para guiar o robô humanoide até o navio La Luna, um galeão de 350 anos de idade que naufragou na costa de Toulon, no sul da França, em 1664.
Mas o controlador não precisa ficar em posição de mergulhador ou fingindo nadar, já que o robô é parcialmente automatizado. Ele mantém automaticamente sua posição e profundidade reagindo às correntes e à turbulência, além de ser capaz de evitar obstáculos automaticamente.
Além de mapear os restos do navio, o OceanOne trouxe para a superfície objetos frágeis, como vasos de barro, que foram capturados por suas mãos mecânicas sem danificar as peças.
Robô humanoide caça tesouros no oceano
Uma sereia robótica? [Imagem: Osada/Seguin/DRASSM]
Trabalhos perigosos
A grande vantagem de um robô mergulhador é sua capacidade de suportar pressões muito maiores do que um mergulhador humano, além de poder ficar mais tempo embaixo d'água.
Isso permite realizar tarefas no fundo do mar que se tornem perigosas demais para os trabalhadores, como a reparação de plataformas de petróleo ou manutenção de linhas de comunicação subaquáticas.

Além, é claro, de poder ficar pacientemente vasculhando cada centímetro de antigos navios naufragados em busca de seus tesouros históricos sem precisar ir à superfície para recarregar tanques de oxigênio.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Chega a 59,2 milhões número de brasileiros com nome sujo

Chega a 59,2 milhões número de brasileiros com nome sujo

Dado indica que 40% da população brasileira está inadimplente.
De abril de 2015 para 2016, número de devedores subiu quase 6%.


Em abril, o número de brasileiros com o nome sujo chegou a 59,2 milhões em todo o país, de acordo com pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Isso indica que 40% da população com idade entre 18 e 95 anos está inadimplente e com o nome registrado em serviços de proteção ao crédito.

 


De acordo com o estudo, na comparação entre abril deste ano com o do ano passado, foi registrado um aumento de 5,8% no volume de brasileiros inadimplentes nas regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul. O maior crescimento partiu da primeira região (7,64%).
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Também houve alta na quantidade de dívidas registradas nos cadastros de inadimplentes. O avanço foi de 6,09% na comparação anual e de 1,12% na comparação mensal, entre março e abril de 2016.
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A pesquisa aponta que o brasileiro tem enfrentado dificuldades para realizar o pagamento até de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas partiu dos atrasos referentes às contas de água e luz (16,68%) na base anual de comparação.
“Além das dificuldades para custear despesas básicas, o resultado também reflete a disposição crescente dessas concessionárias em negativar os consumidores inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti, por meio de nota.
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domingo, 8 de maio de 2016

Algumas coisas que se aprende com uma mãe.

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Hoje vou passar para vocês algumas coisas que se aprende com uma mãe.
01 Minha Mãe Ensinou A Valorizar O Sorriso…
‘Me Responde De Novo E Eu Te Arrebento Os Dentes!’
02 Minha Mãe Me Ensinou A Retidão.
‘Eu Te Ajeito Nem Que Seja Na Pancada!’
03 Minha Mãe Me Ensinou A Dar Valor Ao Trabalho Dos Outros..
‘Se Você E Seu Irmão Querem Se Matar, Vão Pra Fora. Acabei De Limpar A Casa!’
04 Minha Mãe Me Ensinou Lógica E Hierarquia..-.
‘Porque Eu Digo Que É Assim! Ponto Final! Quem É Que Manda Aqui?’
05 Minha Mãe Me Ensinou O Que É Motivação…
‘Continua Chorando Que Eu Vou Te Dar Uma Razão Verdadeira Para Vc Chorar!’
06 Minha Mãe Me Ensinou A Contradição…
‘ Fecha A Boca E Come!’
07 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Antecipação…
‘Espera Só Até Seu Pai Chegar Em Casa!’
08 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Paciência…
‘Calma!… Quando Chegarmos Em Casa Você Vai Ver Só…’
09 Minha Mãe Me Ensinou A Enfrentar Os Desafios…
‘Olhe Para Mim! Me Responda Quando Eu Te Fizer Uma Pergunta!’
10 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Raciocínio Lógico…
‘Se Você Cair Dessa Árvore Vai Quebrar O Pescoço E Eu Vou Te Dar Uma Surra!’
10 Minha Mãe Me Ensinou Medicina…
‘Pára De Ficar Vesgo Menino! Pode Bater Um Vento 
E Você Vai Ficar Assim Para Sempre.’
11 Minha Mãe Me Ensinou Sobre O Reino Animal…
‘Se Você Não Comer Essas Verduras, Os Bichos Da Sua Barriga 
Vão Comer Você!’
12 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Sexo…
‘…E Como Você Acha Que Você Nasceu?’
13 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Genética…
‘Você É Igualzinho Ao Seu Pai!’
14 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Minhas Raízes…
‘Tá Pensando Que Nasceu De Família Rica É?’
15 Minha Mãe Me Ensinou Sobre A Sabedoria De Idade…
‘Quando Você Tiver A Minha Idade, Você Vai Entender.’
16 Minha Mãe Me Ensinou Sobre Justiça…
‘Um Dia Você Terá Seus Filhos, E Eu Espero Eles Façam Pra Você O Mesmo Que Você Faz Pra Mim! Aí Você Vai Ver O Que É Bom!’
17 Minha Mãe Me Ensinou Religião…
‘Melhor Rezar Para Essa Mancha Sair Do Tapete!’
18 Minha Mãe Me Ensinou O Beijo De Esquimó…
‘Se Rabiscar De Novo, Eu Esfrego Seu Nariz Na Parede!’
19 Minha Mãe Me Ensinou Contorcionismo.-..
‘Olha Só Essa Orelha! Que Nojo!’
20 Minha Mãe Me Ensinou Determinação..-.
‘Vai Ficar Aí Sentado Até Comer Toda Comida!’
21 Minha Mãe Me Ensinou Habilidades Como Ventrílogo…
‘Não Resmungue! Cala Essa Boca E Me Diga Por Que É Que Você Fez Isso?’
22 Minha Mãe Me Ensinou A Ser Objetivo…
‘Eu Te Ajeito Numa Pancada Só!’
23 Minha Mãe Me Ensinou A Escutar ….
‘Se Você Não Abaixar O Volume, Eu Vou Aí E Quebro Esse Rádio!’
24 Minha Mãe Me Ensinou A Ter Gosto Pelos Estudos..
.’Se Eu For Aí E Você Não Tiver Terminado Essa Lição, Você Já Sabe!…’
25 Minha Mãe Me Ajudou Na Coordenação Motora….
‘Ajunta Agora Esses Brinquedos!! Pega Um Por Um!!’
26 Minha Mãe Me Ensinou Os Números…
Vou Contar Até Dez. Se Esse Vaso Não Aparecer Você Leva Uma Surra!’
27 Minha Mãe Me Ensinou Partes Novas Do Corpo Humano…
Para Com Isso Antes Que Te De Um Pescoção!!!
28 Minha Mãe Me Ensinou A Me Espelhar Em Alguém…
O Filho Do Fulano Tirou 10 Na Prova.
29 Minha Mãe Me Ensinou A Não Me Espelhar Em Alguém…
Não Tenho Nada Que Ver Com O Filho Do Fulano!!!
30 Minha Mãe Me Ensinou A Sempre Ouvir Uma Segunda Opinião.
Peça Para O Seu Pai.
Obrigado Mãe  !!!

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Como entender o impeachment com Baudrillard e Deleuze

Como entender o impeachment com Baudrillard e Deleuze


“Grau Zero da Política” e “Micropolítica”. Esses dois conceitos, respectivamente dos pensadores Jean Baudrillard e Gilles Deleuze, podem nos ajudar a compreender o significado simbólico do atual processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Os catorze anos de sucessões de governos petistas teriam criado uma crise simbólica no sistema político: a reversibilidade entre Esquerda e Direita no momento em que governos supostamente de esquerda implementaram  políticas neodesenvolvimentistas que ajudaram a criar condições ótimas de reprodução do capitalismo - inclusão no consumo e precarização do trabalho. A Esquerda estaria tomado para si a agenda conservadora? Então, por que derrubar Dilma? Baudrillard diria que esse é a revelação do “grau zero” por trás dos simulacros da política; e Deleuze diria: “nunca houve governo de esquerda”.

Uma das minhas primeiras experiências como repórter. No distante ano de 1983, cumprindo uma pauta para o Jornal Laboratório da Faculdade de Jornalismo de Santos , fui cobrir uma sessão plenária da Câmara dos Vereadores da cidade. Não sei se dei sorte ou se as sessões eram sempre assim movimentadas: testemunhei vereadores do PMDB contra os do antigo PDS em discussões ferozes. Alguns deles quase indo às vias da agressão física, sendo segurados pelos demais. Atmosfera pesada e um final sem qualquer consenso.

No meu bloco de notas fiz um resumo da plenária, alguns depoimentos de vereadores e saí  do Paço Municipal da Praça Mauá, Centro de Santos. Atravessei a av. General Câmara em direção a um ponto de ônibus e passei em frente a uma padoca badalada na época. E com quem deparei? Com alguns dos vereadores de situação e oposição que há pouco mais de meia hora estavam quase se matando na plenária, agora todos juntos dando risadas conversando sobre temas com certeza bem mais amenos. Conversavam animados enquanto degustavam suas xícaras de café, em pé no balcão, em um aprazível final de tarde.

Essa lembrança sempre foi recorrente na cabeça desse humilde blogueiro: tudo foi uma simulação? Qual a natureza daquilo tudo que presenciei?  

Mais tarde na pós-graduação me deparei com um livro do filósofo francês Jean Baudrillard chamado Partidos Comunistas: o Paraíso Artificial da Política. Em síntese, nesse livro Baudrillard desenvolve seu ceticismo radical em relação à política em três teses principais: (1) os comunistas não mudarão nada se chegarem ao poder; (2) os comunistas não querem chegar ao poder; (3) a tese mais niilista: não há perigo em ganhar o poder porque o poder, de fato, não existe.


Baudrillard referia-se a um suposto “grau zero da política”: e se todo o sistema político tornou-se autônomo e fechado em si mesmo em relação à sociedade e a economia? Um sistema cujos signos tornaram-se intransitivos, onde sua distinções (Direita/Esquerda, Oposição/Situação) não são dadas como representação de algo externo, referencial, ao sistema (ideologias, História, Classes sociais etc.), mas como simples distinções binárias em um sistema fechado em si mesmo.

O grau zero: signos comutáveis


Direita e Esquerda seriam signos comutáveis, definidos não positivamente pelo seu conteúdo, mas negativamente por suas relações distintivas no sistema -  o grau zero da política.

Todas essas lembranças vem à tona na atual crise política brasileira com o impeachment da presidenta Dilma e a condenação, inclusive da imprensa internacional, de um golpe político em andamento no País.

O fantasma baudrillardiano do grau zero ressurge mais uma vez para assombrar a política a partir de três premissas:

(a) Se em 2003 alguém viesse do futuro e dissesse que, depois de mais de uma década de  sucessivos governos de esquerda, o Congresso seria dominado por homofóbicos, neofascistas, evangélicos e pequenos escroques de um baixo clero que anunciariam, com todo os pulmões ao vivo pela TV, seus votos pelo impedimento de uma presidenta, certamente acharíamos que isso era um roteiro de algum filme de humor politicamente incorreto;

(b) A forma como após sucessivos governos de esquerda um presidente foi derrubado do poder praticamente sem reação: enquanto a grande mídia detonava suas bombas semióticas diariamente para criar um clima de opinião de crise econômica e política, os governos petistas não só eram reticentes em relação a Lei dos Meios e o monopólio midiático – também alimentavam a grande mídia com grossas verbas publicitárias com sua orientação “técnica” e “republicana”.

(c) Os sucessivos governos de esquerda não implementaram nenhuma política “socialista”: nada mais fizeram do que ingressar o País em um regime capitalista com a regularização da reprodução da mão de obra com sua inclusão no mercado de consumo a partir de políticas neodesenvolvimentistas. Enquanto isso, o sistema financeiro aferia lucros recordes com os altos juros. E mais: o outro lado da inclusão no consumo foi a precarização do trabalho – o estágio avançado da exploração no capitalismo com a abolição dos direitos trabalhistas – leia ALVEZ, Giovanni.“Neodesenvolvimentismo e precarização no trabalho no Brasil” in Blog Boitempo.

As principais críticas ao governo Dilma vinham da própria esquerda, acusando-a  de dar as costas aos movimentos sociais enquanto aplicava uma agenda de medidas econômicas “conservadoras”.


Por que derrubar Dilma?


Se governos supostamente de esquerda deixaram a banca financeira satisfeita e ajudaram a modernizar as formas de exploração capitalista, por que a urgência da derrubada da atual presidenta?

Dando ainda mais força etérea ao fantasma de Baudrillard poderíamos afirmar: Dilma não foi derrubada por colocar em perigo a ótima reprodução do capitalismo mas, ao contrário, por paradoxalmente ajudar a implementar uma agenda neoliberal roubando essa pauta da “Direita”.

Levando às últimas consequências a tese do grau zero da política, os governos do PT colocaram o sistema da política em uma crise simbólica ao criarem uma perigosa reversibilidade: a partir do momento em que lentamente expropriaram a agenda conservadora da Direita,  colocaram em risco o código binário Esquerda/Direita que sustenta a reprodução do sistema linguístico da Política.

Para o ceticismo de Baudrillard, o sistema político não produz política, mas reproduz a Política. Através de estratégias de simulação procura esconder a intransitividade do signo político – de que as posições do espectro político nada mais são do que signos distintivos de um sistema que se autonomizou e fechou-se em si mesmo enquanto o sistema econômico se autogere.

Para a economia a única função do sistema político é tornar verossímil para a opinião pública as decisões dos agentes financeiros ou industriais por meio de uma narrativa política crível, porque construída pela binariedade do código.

Pois é justamente essa narrativa simbólica que o PT colocou em perigo.

Todo o sistema político necessita simular diferenças através de dois discursos: o escândalo da corrupção e a ameaça do terror através de um inimigo interno ou externo. “Mensalão”, “petrolão” e “bolivarianismo” foram as variações de uma narrativa que é sempre posta em ação quando o sistema político é ameaçado pela entropia: o perigo dos eleitores descobrirem que, na verdade, todos os signos são reversíveis e equivalentes.


A ameaça do non sense


Quando os governos petistas ameaçaram permanecer no poder continuando a implementar medidas ótimas de reprodução do capitalismo, a grande mídia disparou o alarme para esse ameaçador non sense que poderia implodir a narrativa política.

Essa implosão da narrativa política seria através da descoberta por parte dos eleitores desse niilismo político, a verdadeira ameaça a todos os sistemas: o vislumbre de que por trás da simulação das diferenças nada existe, a não ser o simulacro da Política.

Sem um discurso que torne verossímil a gestão econômica, a sociedade poderia ser dominada pela anarquia e desobediência civil. Por exemplo: quebra do sistema financeiro através do saque dos ativos feito pelos próprios correntistas ao descobrirem a inexistência do dinheiro através do crédito – sobre as formas irônicas de destruição do capitalismo clique aqui.

Deleuze: nunca houve governo de esquerda


  Podemos então afirmar que nunca existiu governo de esquerda? Quem pode dar essa resposta é outro filósofo francês, Gilles Deleuze. Como podemos acompanhar no vídeo abaixo de uma entrevista com Deleuze , para ele a esquerda ou direita são muito mais formas de percepção do que discursos políticos. Para ele nunca houve governos de esquerda mas governos que aplicaram algumas exigências da esquerda.


O que Deleuze chama de “esquerda” nada tem a ver com governos ou com a política. É uma forma de percepção (“Micropolítica”) de onde se parte do contorno, do horizonte ou do mundo para compreender fenômenos particulares – ao contrário do “endereço postal” da direita que parte do individualismo para avaliar o todo – a sociedade, o país, o continente.

Para  Deleuze, todas as críticas da esquerda em relação as injustiças sociais não partiriam de um julgamento moral ou político, mas em nome da própria percepção. Isso seria “ser de esquerda: “começar pela ponta e considerar que esses problemas devem ser resolvidos por agenciamentos mundiais”.

Além disso ser de esquerda é um “devir de minoria”, nada a ver com o “padrão vazio” da construção da maioria em um sistema político democrático. Uma sociedade com diversos “devires”, fenômenos de percepção  cujos olhares buscam o horizonte e o todo.

Muito diferente do sistema político que se autonomizou e fechou em si mesmo em um sistema distintivo de signos vazios e intransitivos. Por isso, a “percepção de esquerda” jamais teve lugar no sistema político e muito menos em um governo.

E como acompanhamos no caso atual do impeachment, a mídia cumpriu bem o seu papel de alarme do sistema político: irradiou a narrativa do escândalo da corrupção e do perigo do inimigo interno (o PT “bolivariano”) para proteger o código binário do sistema que o mantém fechado e sem horizontes.

Em outras palavras: Dilma cai não pelos seus defeitos, mas por suas “virtudes”: estava fazendo a coisa certa. Porém, com os sinais trocados.

As memórias daquela tarde de 1983 continuam assombrando esse humilde blogueiro.