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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

7 frases proibidas na hora de fazer networking

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Boca fechada: em encontros de networking, falar a primeira coisa que vem à cabeça pode ser muito perigoso







São Paulo - Há quem acredite que, para fazer um bom networking, basta ser espontâneo.
Não é bem assim: por mais que a sinceridade e a transparência sejam obrigatórias para o sucesso das suas relações profissionais, falar a primeira coisa que vem à cabeça pode ser muito perigoso.
De acordo com Marcelo Derossi, cofundador do Clube do Networking, as palavras têm um impacto decisivo sobre a reputação de um profissional. “Toda a imagemque você construiu perante um contato pode ir abaixo por causa de uma frase infeliz”, diz ele.
Quer evitar gafes e mal-entendidos? Veja abaixo 7 frases que é melhor evitar na hora de fazer networking, na opinião de Derossi e de Fabrício Barbirato, diretor executivo do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos):
“Como é mesmo o seu nome?”
Uma citação célebre do escritor e orador norte-americano Dale Carnegie (1888-1955) diz que o som mais doce do mundo para uma pessoa é o som do seu próprio nome.
Esquecer e perguntar novamente à pessoa como ela se chama, no meio da conversa, é como passar um atestado de distração e desinteresse na relação, afirma Derossi. Uma dica para gravar o nome de um conhecido é repeti-lo várias vezes durante o diálogo. Além de facilitar a memorização, esse hábito fará com que o outro se sinta mais reconhecido e apreciado.
“Você consegue me arranjar um emprego?”
A regra mais elementar do networking é investir continuamente nas relações profissionais, e não explorá-las pontualmente em troca de um benefício imediato para você.
Por isso, demonstrar que você só está conversando com aquela pessoa porque ela pode indicá-lo para uma vaga, por exemplo, é um certeiro tiro no pé. “Se você soar interesseiro e não trouxer nenhuma vantagem para a outra pessoa, o contato dificilmente irá evoluir", diz Barbirato.
“Odeio minha empresa / meu chefe/ meus colegas”
Frases do tipo também são um péssimo cartão de visitas em sessões de networking. Quem fala mal do próprio empregador ou equipe soa intolerante e agressivo, diz Derossi.
Se a outra pessoa está pensando sobre como seria se vocês trabalhassem juntos, aí se encerram todas as dúvidas: pela acidez das suas críticas, ela entenderá que o seu forte não é a discrição - e muito menos a ética.
“O mercado está cada vez pior”
Por mais que a crise econômica enfrentada pelo país deixe pouco espaço para o entusiasmo, é bom controlar o seu pessimismo em conversas com pares do mercado.
Isso porque pessoas que preenchem encontros profissionais com desabafos e lamentações costumam ficar gravadas na memória alheia com um rótulo negativo. “Se você só reclama da profissão e do mercado, vão se lembrar de você como alguém desagradável, queixoso”, explica Derossi.
“Você é o máximo”
Segundo Barbirato, distribuir elogios falsos não costuma impulsionar a carreira de ninguém. Em outras palavras, se você acha que a outra pessoa será ingênua o suficiente para acreditar nas suas bajulações, talvez o ingênuo da dupla seja você.
Ser cordial e cumprimentar o outro pelas suas competências não é proibido, mas é sempre bom moderar o tom e ser sincero.
“Eu sou o máximo”
Assim como a bajulação, a vaidade tem efeitos nocivos sobre qualquer relação profissional. Ninguém gosta de pessoas narcisistas: falar apenas sobre si mesmo, descrevendo incessantemente as suas realizações, costuma afastar os outros.
“É essencial ser humilde, fazer perguntas sobre o outro, demonstrar interesse pelas competências dele”, afirma Derossi. Afinal, o seu contato deve saber quais são as suas habilidades, mas você também precisa conhecer as dele. Do contrário, não saberão como se ajudar mutuamente no futuro.
“Podemos voltar a falar de trabalho?”
Graças ao sangue latino, o brasileiro tende a valorizar muito as relações interpessoais, inclusive quando o assunto é trabalho. Assim, o networking só funciona se houver uma conexão informal e subjetiva com o outro.
Por isso, não é recomendável falar apenas sobre temas ligados à carreira e “cortar” as digressões do outro. Contudo, a informalidade não deve tornar o seu discurso vago. Na hora certa, diz Derossi, será preciso falar com objetividade e clareza sobre as suas intenções profissionais.