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sábado, 20 de maio de 2017

Tesla Model 3 no Brasil - E você, está preparado para essas mudanças?

A ABVE

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico é uma associação civil de direito privado sem fins econômicos, que prioriza a atuação junto às autoridades e entidades empresariais relacionadas ao setor automotivo, visando a tomada de decisões que incentivem o desenvolvimento e utilização de Veículos Elétricos. (link no final deste post).

Notícia atual: Tesla Model 3

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O Tesla Model 3 está chegando e deve trazer consigo um novo pacote de tecnologia embarcada que mudará o panorama dos serviços que envolvem o setor automotivo. 

Feito para ser autônomo, o elétrico de Elon Musk será minimalista, já visando também o mercado de carros compartilhados, que deve retirar do mercado milhares de consumidores tradicionais e conquistar muitos mais. 

Estes migrarão para serviços que permitam o uso do automóvel apenas quando necessário, pagando por km rodado. Ford e GM, além da própria Tesla, já vislumbram esse mercado, que deve gerar bilhões de dólares anuais em assinaturas. A chinesa Lynk & Co, por exemplo, também acredita nesse novo meio em detrimento do mercado comum. 

O comércio de automóveis, puro e simples, também deve ser impacto com operações online. Tesla e Lynk & Co não possuem concessionárias tradicionais e apenas lojas com show room deverão ser abertas para exibição de produtos e serviços, enquanto a compra será feita de forma virtual, com entrega do veículo na casa do cliente. tesla-concessionaria Carro autônomo mudará panorama do setor de serviços Um pós-venda diferente Além da inexistência de concessionários e oficinas autorizadas já estabelecidos, esse novo setor do mercado automotivo também deve mudar completamente os serviços de pós-venda. 

No caso dos veículos autônomos e elétricos, adquirir um novo acessório ou funcionalidade não obrigará o proprietário à ir ao revendedor. Uma atualização rápida através da conexão remota entre carro e fabricante, mudará até a performance do veículo. Por ser elétrico, boa parte dos custos de manutenção tradicionais serão cortados, ficando os demais atrelados ao serviço de retirada-entrega do veículo. 

Pausa para ver um vídeo sobre:




Sem um pós-venda comum, o comércio de peças de reposição também deve sofrer com a relação mais íntima entre fabricante e cliente, já que este último acabaria deixando a reparação nas mãos da montadora, através do mesmo processo de retirada-entrega do veículo e, possivelmente, com um carro compartilhado disponível enquanto for necessário. 

Tudo isso ainda com um comércio de automóveis quase que tradicional, tendo fabricantes de um lado e clientes do outro. No caso do compartilhamento, não haverá mais esses dois grupos, que serão convertidos em provedores de serviço e usuários. Com a condução autônoma, o usuário ou mesmo o proprietário de um automóvel, poderá se beneficiar de um seguro mais em conta. 

De acordo com a Morgan Stanley, o seguro para um Tesla após a função de mudança automática de faixa, caiu 40%. Com estimativa de aumento da segurança em 90%, o seguro para automóveis cairá bastante, reduzindo assim os custos, não só para proprietários, mas também para usuários dos serviços de compartilhamento. Deve-se lembrar que no primeiro caso, o dono de um carro poderá também compartilhar seu veículo, gerando assim uma renda extra. 



A própria condução autônoma possibilitará ao provedor de serviço de transporte, seja empresa ou indivíduo, enviar o veículo ao local do usuário, evitando assim seu deslocamento até um ponto de retirada ou estação do serviço. Outro ponto interessante é que a tecnologia desobrigará o usuário de portar uma licença para dirigir, já que toda a condução estará nas “mãos” do veículo. Isso afetará diretamente os centros de formação de condutores. 

A ampliação de serviços como Uber e Cabify, por exemplo, já desestimularia muitas pessoas a deixar de lado a obtenção de uma CNH. Sem o custo de aquisição de uma licença para dirigir, os usuários gastarão mais tempo e dinheiro com outras coisas. mb-generation-eq-wireless-charge Carro autônomo mudará panorama do setor de serviços Menos carros, trânsito e combustíveis Junto com essa tecnologia, a propulsão elétrica será outra aliada importante na evolução desse novo mercado. 

Com a conexão entre veículo e empresa de serviços, a recarga das baterias se dará de forma automática quando o veículo não estiver em uso, através de pontos de energia via wireless. Mesmo em rodovias, já existem projetos para faixas wireless, que recuperarão a energia das baterias dos carros elétricos durante a condução, reduzindo o tempo de recarga e mantendo os automóveis em uso por mais tempo. Isso deve também reduzir a necessidade de mais vagas de estacionamento e, consequentemente, produzir uma frota de veículos em circulação bem menor. 

Até mesmo o setor de veículos comerciais também se afetado com a introdução de vans e caminhões elétricos ou híbridos, assim como o transporte urbano e rodoviário. Com as tecnologias utilizadas nos carros autônomos, integrados aos outros veículos (V2V) e ao gerenciamento de tráfego (V2I), o trânsito deverá fluir melhor e de forma mais segura. Mas, o maior impacto dessas novas tecnologias recairá sobre a indústria do petróleo. 

Com carros elétricos, a necessidade de combustível será reduzida drasticamente. Ainda assim, isso não deverá significar o fim do combustível fóssil. Para alimentar uma enorme frota de veículos elétricos de forma sustentável, somente através de enormes parques eólicos e solares. Até se chegar ao nível de sustentabilidade, os fornecedores de energia terão de utilizar as matrizes atuais que, em muitos casos, ainda queimam petróleo. 

Nem todos os países possuem matrizes energéticas ecologicamente corretas ou sustentáveis, importando combustíveis fósseis (gás, petróleo) e minerais (tais como o carvão) para produção de energia. Os mais desenvolvidos usam as caras, complexas e perigosas usinas nucleares, enquanto outros usam seus recursos hídricos de forma mais eficiente na forma das hidrelétricas. 

Ainda assim, necessidade de petróleo nas bombas será enormemente reduzida. Com menos combustível nos carros, menor será a necessidade de postos, o que impactará diretamente esse mercado, que movimenta trilhões de dólares anualmente. As petrolíferas tentam se reinventar com investimentos em formas mais sustentáveis de produção de energia, não só pela mudança no panorama do mercado consumidor nos próximos anos, mas também pelo inevitável fim do petróleo, cujas reservas devem durar só mais algumas décadas. 

Hidrogênio, etanol e combustíveis sintéticos aparecem como alternativa. Por fim, o consumidor deverá mudar completamente sua visão em relação ao automóvel. Pelo menos é o que as empresas estão apostando com carros elétricos, autônomos e compartilhados. 

A mudança de propriedade privada para economia compartilhada deve atrair mais os consumidores jovens e uma geração mais conectada, mas o mercado consumidor tradicional ainda terá muitos anos pela frente. Afinal, nem todo mundo deixará de ser proprietário para virar usuário. 

As montadoras que mais apostam em compartilhamento sabem bem disso. Só não sabem até quando isso irá durar nas próximas gerações. 

Os governos em parte já estão buscando leis para favorecer a condução autônoma, mas no caso de serviços, a coisa fica mais complicada por conta de sindicatos e entidades ligadas aos setores que serão impactos, pois milhares ou milhões de empregos estarão em jogo. 

E você, está preparado para essas mudanças?

www.abve.org.br

www.tesla.com

Chegou a vez do Brasil fabricar um carro elétrico?


Chegou a vez do Brasil fabricar um carro elétrico?
O "Seed Green City Car" deverá ter uma autonomia de 100 km. [Imagem: Vez do Brasil]
Infelizmente, nenhuma delas é nacional.
Mas será que chegou a vez do Brasil produzir um carro não apenas brasileiro, mas também elétrico?
Esta é a proposta de uma empresa que parece ter escolhido caprichosamente seu nome: VEZ do Brasil.
A empresa emergente está procurando investidores para colocar em prática o projeto de um carro 100% elétrico.
Elétricos e híbridos
Hoje, apenas China, Japão, Índia e Itália produzem um automóvel 100% elétrico a custos razoáveis.
A proposta de um carro 100% elétrico se diferencia de um automóvel híbrido, que combina um motor de combustão interna com um gerador, um conjunto de baterias e um ou mais motores elétricos.
Já os carros puramente elétricos não possuem um motor a combustão e são integralmente movidos à energia elétrica, geralmente fornecida por baterias ou por células a combustível.
Chegou a vez do Brasil fabricar um carro elétrico?
A plataforma Seed será usada para fabricar diversos modelos de veículos superleves. [Imagem: Vez do Brasil]
Semente de carro elétrico
A ideia da VEZ do Brasil é fabricar uma plataforma, chamada SEED, de propulsão totalmente elétrica, para a construção de diversos modelos de veículos de pequeno porte.
No momento, a empresa está negociando a última fatia de 25% de participação societária, para início da fabricação e comercialização dos carros modelos SEED-City Car e SEED-Utilitários.
Segundo a empresa, a proposta é que o primeiro modelo seja lançado oficialmente até o final deste ano.
A linha SEED terá velocidade máxima de 120 km/h e autonomia de 100 km, o que é pouco mesmo para a tecnologia atual das baterias e para veículos de uso tipicamente urbano.
Veículos elétricos nacionais
O Brasil já fabricou dois modelos de carros elétricos totalmente nacionais, em 1974 e em 1981, feitos pela extinta Gurgel.
Há cerca de dois anos, o empresário Eike Batista anunciou a criação da FBX, uma fábrica nacional de carros elétricos, com planos de iniciar suas operações em 2014.

Está em andamento também a construção de uma fábrica de motos e bicicletas elétricas, no estado do Rio de Janeiro.

BNDES aprova primeiro financiamento para geração de energia solar


BNDES aprova primeiro financiamento para geração de energia solar
O Complexo Solar Pirapora será localizado em uma área plana de 400 hectares próxima ao Rio São Francisco, no município de Pirapora, interior do estado de Minas Gerais.[Imagem: BNDES/Divulgação]

Franco-canadense
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação do primeiro financiamento para um projeto de geração de energia solar.
O empréstimo, de R$ 529 milhões, vai financiar a implantação do Complexo Solar Pirapora, em Minas Gerais, um empreendimento da EDF Energies Nouvelles, subsidiária do grupo estatal francês Électricité de France (EDF) e da fabricante de módulos solares canadense Canadian Solar (CSI), que fornecerá equipamentos para o projeto.


O Complexo Solar Pirapora será formado por cinco Usinas Fotovoltaicas (UFVs) - Pirapora V, VI, VII, IX e X - com potência instalada de 30 MW cada uma e sistema de transmissão associado.
A energia gerada pelas cinco usinas deverá ser capaz de atender a demanda de quase 190 mil residências.
Empregos
A etapa de construção da usina de energia solar, em uma área plana de 400 hectares próxima ao Rio São Francisco, está gerando 1.381 empregos diretos e indiretos. As obras começaram em outubro de 2016. As usinas têm previsão de entrada de operação comercial em agosto próximo.
A energia do Complexo Solar de Pirapora foi comercializada no 7° Leilão para Contratação de Energia de Reserva, realizado em 28 de agosto de 2015.

Os contratos de energia de reserva (CERs), celebrados com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), têm vigência de 20 anos a partir de 1º de agosto de 2017. Durante o leilão, as usinas comercializaram juntas 42 MW médios, a uma tarifa média de R$ 298,58 por megawatt-hora (MWh).

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Rinite, Sinusite nunca mais!!! O Poder da Água Oxigenada.


Pessoal, o Pivô deste post é a água oxigenada ou  H2O2 (peróxido de hidrogênio) é o único agente germicida composto apenas por água e oxigênio, capaz de matar a microrganismos patógenos. Por isso, é considerado o desinfetante natural mais seguro e eficaz.

Porém, as aplicações da “água oxigenada”, como a conhecemos popularmente, são muito mais amplas. Logo abaixo dos vídeos, podem ler alguns benefícios já comprovados.

Bem, este primeiro vídeo que encontrei, do amigo "Brasusa", brasileiro que vive nos EUA atualmente, conta de forma muito hilária, o seu testemunho sobre seus maus momentos passados com rinite que perdurou durante 04 anos... dê boas risadas com este camarada, com muita boa vontade de ajudar ao próximo!

Abaixo, um segundo vídeo, inclusive o qual é referenciado pelo brasusa, do Dr Wilson Rondo Junior, veja mais sobre ele no site:

http://www.drrondo.com/dr-rondo/






Veja os benefícios da Água Oxigenada, um produto muito barato e que você encontra em qualquer canto. Veja a lista de benefícios: 1 – Mata os germes bucais; 2 – Clareia os dentes. Bocheche a boca com uma colher de sobremesa de água oxigenada (10 vol.); 3 – Tira os germens das escovas de dentes que causam a gengivite e outros males. Mantenha a escova em uma solução de água oxigenada 10 vol.; 4 – Desinfeta as superfícies melhor que qualquer outro produto e é excelente para banheiros e cozinhas; 5 – Elimina fungos dos pés que causam chulé. Utilize à noite sobres os pés. Também evita frieiras e outros fungos; 6 – Evita infecções; 7 – Desinfeta qualquer utensílio; 8 – Ótimo cicatrizante. Passe em todos os tipos de ferimentos. Use várias vezes ao dia. Alguns casos de gangrena regrediram com o uso da Água Oxigenada; 9 – Mata germens e outros micro-organismos nocivos; 10 – Aliviar o nariz quando estiver com estiver resfriado, gripado ou sinusite. Misture meio-a-meio com água pura e pingue no nariz. Espere alguns minutos e assoe; 11 – Ajuda a manter a pele saudável. Use no banho e pode ser usada em caso de micose; 12 – Desinfeta roupas que tiveram contato com sangue ou secreções corporais. Deixe de molho em uma solução de Água Oxigenada antes da lavagem normal; 13 – Mata bactérias na cozinha, inclusive salmonela. Após o uso dos utensílios desinfete com Água Oxigenada; 14 – Remove tártaro dos dentes. Molhe a escova com Água Oxigenada e escove normalmente. O tártaro sai aos poucos; 15 – Serve para descoloris pelos dos braços. Aconselhável passar óleo mineral ou creme de óleo de amêndoas antes de iniciar o process. Use Água Oxigenada volume 40 + o descolorante. Passe sobre os pelos que deseja descolorir e aguarde por 10 a 30 minutos. Lave o local onde passou a loção, após o processo.; 16 – Clareia as manchas no rosto. Passe toda a noite com pequenos toques em cima da mancha que deseja; 17 – Clareia as unhas. Coloque num pote água quente e uma tampinha de Água Oxigenada ou uma colher de sopa do produto. Deixe as unhas mergulhadas nessa solução por 10 minutos e retire. Obervação: As unhas devem estar sem esmalte; 18 – Tira água do ouvido. Pingue uma gota de Água Oxigenada no ouvido. Tira aquele feito ruim de aquário quando se fica muio tempo na piscina ou no mar. 19 – Deixa os pés lisos, livre de rachaduras, fungos, chulé e frieiras. Coloque 10 comprimidos de aspirina ou melhoral adulto mais um vidrinho de glicerina médio + um vidrinho de Água Oxigenada. Triture o melhoral em um recipiente até ficar em pó. Acrescente os demais ingredientes, misture e tampe. Use à noite antes de dormir; 20 – Tira manchas de vinho e de sangue das roupas. Pingue em cima da mancha e depois lave normalmente. Proceda com água fria de preferência; 21 – Desinfeta tábuas de carnes e outros, como já foi dito.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Brasil: Juiz obriga a correção do FGTS pela inflação

Juiz obriga a correção do FGTS pela inflação em pelo menos 20 processos

Outros cinco casos já haviam sido julgados favoravelmente; Caixa também não conseguiu reverter as primeiras condenações, que estimularam a avalanche de ações sobre o tema

 Caixa Econômica Federal sofreu cerca de 20 novas condenações que a obrigam a corrigir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação, e não pela Taxa Referencial (TR), como determina a lei.
As sentenças foram dadas pelo juiz Diego Viegas Véras, o mesmo que havia sido responsável pelas quatro primeiras decisões nesse sentido, em 15 de janeiro. Ele também negou os recursos apresentados pela Caixa nesses casos.
Para Viegas, que atua como juiz-substituto da 2ª Vara Cível de Foz do Iguaçu, os trabalhadores têm direito a que o FGTS seja corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-E), em vez de pela Taxa Referencial (TR), como prevê a legislação, pois essa última não garante a correção monetária dos saldos.
Além de Véras, a ideia da correção pela inflação já foi aceita em um processo por um juiz de Pouso Alegre (MG).
Decisões fortalecem avalanche de processos
As primeiras cinco condenações fortaleceram uma avalanche de processos que tomou força a partir de 2013. Segundo o último número disponível, já existem 39.269 mil ações que pedem a correção do FGTS pela inflação. Como muitas dessas são coletivas, a quantidade de pessoas representadas é ainda maior.
A Caixa, que já venceu em 18.363 desses processos, apresentou então embargos de declaração contra as sentenças de Véras. Nesta semana, o juiz negou os pedidos em três dos processos, e acusou o governo de implementar projetos às custas de uma “quase nula atualização monetária” do dinheiro que os trabalhadores têm no fundo.
Os recursos do FGTS são usados, sobretudo, para financiar habitação. Mas, para Véras, “ainda que a pretexto de implementação de políticas públicas”, o Estado não pode usar dinheiro particular sem pelo menos garantir a manutenção do poder de compra desses recursos.
A Caixa diz contabilizar apenas 6 decisões contrárias e ressalta o fato de elas terem ocorrido em apenas duas Varas (Foz do Iguaçu e Pouso Alegre). A instituição informa ainda que saiu vitoriosa em uma ação coletiva movida pela Força Sindical em Brasília.
"Em mais de 200 subseções da Justiça Federal os juízes entendem como correto o índice de correção aplicado pelo FGTS. Apenas 2 divergem", informou, em nota. "E os Tribunais têm mantido o entendimento. Já temos decisões favoráveis em grau superior dos tribunais da 3ª (São Paulo), 4ª (Porto Alegre) e 5ª (Recife) regiões."
O banco presidido por Jorge Hereda também tem argumentado apenas cumprir a lei e que uma eventual correção dos saldos do FGTS pelp IPCA-E também levará a um aumento das taxas de juros cobrados nos financiamentos imobiliários. A Caixa entende ainda que, como é apenas a operadora do fundo, quem deverá bancar as correções é o próprio FGTS.
Decisões favoráveis são minoritárias
Além dos quatro casos paranaenses, a Caixa também enfrenta uma derrota em Pouso Alegre (MG). Lá, o juiz Márcio José de Aguiar Barbosa, titular da 1ª Vara Federal Cível, determinou a correção do saldo do FGTS de um trabalhador pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
As decisões favoráveis aos cotistas, porém, ainda são minoritárias mesmo na primeira instância. Na última segunda-feira (27), o juiz José Denilson Branco, da 3ª Vara Federal e Santo André (SP), negou um pedido com o argumento de que a legislação não exige que a correção do FGTS reflita a inflação real. Até o momento, não há notícias sobre decisões favoráveis nos Tribunais Regionais Federais (TRFs).
Na semana passada, a Defensoria Pública da União (DPU) informou que preparava uma ação coletiva para solicitar a correção a todos os trabalhadores. Só não serão beneficiados por uma eventual decisão favorável nesse caso aqueles trabalhadores que perderam em ações individuais.
Entenda a disputa
Desde 1991, os saldos do FGTS são corrigidos pela TR, que é definida regularmente pelo Banco Central. Essa mudança foi feita pelo presidente Fernando Collor (1990-1992) como parte do esforço para combater a hiperinflação do País, por meio do desatrelamento das correções dos contratos de índices inflacionários – o que ficou conhecido como desindexação da economia.
A partir de 1999, entretanto, a TR passou a perder para a inflação e, com isso, o poder de compra do dinheiro que o trabalhador tem no FGTS passou a ser corroído pela elevação dos preços. E, diferentemente do que acontece na poupança, que também é corrigida pela TR, não é possível sacar esses recurso a qualquer momento para buscar uma melhor remuneração.
Para os críticos, esse mecanismo causou perdas de até 100% para quem tinha saldo no FGTS em 1999 – à época, o fundo possuía 65 milhões de contas. Por esse motivo, trabalhadores e organizações (como sindicatos e associações) têm procurado a Justiça para pedir que a TR seja substituída por um índice que mede a inflação.
Esse movimento ganhou corpo no ano passado, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a TR não pode ser usada como índice de correção monetária nos precatórios, que são dívidas dos governos com a população. A ideia é que a mesma interpretação possa ser aplicada também ao FGTS, onde a lei estabelece que as contas devem ter correção monetária, mas impõe um índice que não garante a reposição da inflação.

sábado, 11 de junho de 2016

Navios e Portos - História da Marinha Mercante Brasileira.

Para os amantes de tudo que envolve o assunto:  Navios e Portos - História da Marinha Mercante Brasileira. Visitem o site! Parabéns aos criadores e mantenedores!!

"Quem somos
O portal Navios & Portos foi criado e continua sendo desenvolvido por uma equipe de profissionais aquaviários estudiosos da Marinha Mercante Brasileira.
O objetivo maior é o de apresentar à sociedade civil a verdadeira história desta atividade tão importante para o nosso país.
Acreditamos que a colaboração dos visitantes, enviando-nos suas fotos e comentários, ajudará na melhoria desse trabalho.
Sejam bem-vindos.
Marcos Silveira
Coordenação
Opnião

Devemos cuidar do mar. Podemos fazer isso com garantia de sucesso.
Um pouco de boa vontade e transigência, uma maior competência técnica e muito patriotismo, e novamente veremos surgir do mar a certeza de nosso futuro, a segurança de nossa independência tanto política, como econômica e comercial, abrindo aos grandes destinos do Brasil uma era de vitalidade, que mais facilmente lhe permitirá realizar a profecia de todos que o conhecem e sabem estimar as suas riquezas materiais e o valor da raça que o povoa.
Não obstante estarmos contentes com os nossos limites, sermos felizes de nossa grandeza territorial, devemos ter sempre nossas vidas voltadas para o mar porque esse nos assegura a fortuna e a tranqüilidade, quando convenientemente tratado.
Por isso mesmo que nada ambicionamos dos outros povos, nada queremos das outras terras, tudo devemos fazer para que o nosso esplêndido patrimônio não seja de leve tocado, e dele se afaste toda a cobiça dos povos que sentem necessidade de expansões.
Para conseguirmos manter intacta a herança que recebemos, olhemos seriamente para o mar no que ele tem de riqueza sem descuidarmos dos perigos que dele podem surgir.
Março de 1918 - Armando Burlamaqui

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O segredo que torna Alemanha a economia mais sólida do mundo

Com informações da BBC -  

Economia social de mercado
Milagre do pós-guerra, a "economia social de mercado" alemã parece ser inabalável: superou as explosões nos preços do petróleo nos anos 1970 e 1980, o impacto da reunificação nos 1990, a recessão mundial de 2008-2009 e está passando firme pela atual crise que atinge a zona do euro.
Hoje, o país é um dos três maiores exportadores globais, tem o crescimento per capita mais alto do mundo desenvolvido e um índice de desemprego de 6,9%, bem inferior à média da eurozona, de 11,7%.
Segundo o professor Reint Gropp, presidente do Instituto Hall para a Investigação Econômica (IWH), da Alemanha, o modelo germânico se diferencia de forma muito clara do anglo-saxão dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Capitalismo com cooperação
Mas o que faz o sistema econômico-social da Alemanha algo tão particular? Quais são os segredos de seu êxito?
"É um sistema baseado na cooperação e no consenso mais do que na competição, e que cobre toda a teia socioeconômica, desde o setor financeiro ao industrial e ao Estado", explicou Gropp.
A chamada economia social de mercado teve sua origem na Alemanha Ocidental do pós-guerra, que estava sob o governo democrata-cristão do chanceler Konrad Adenauer, e se manteve, desde então, como uma espécie de política de Estado.
Sebastian Dullien, economista do Conselho Europeu de Relações Exteriores, concorda que o consenso e cooperação estão presentes em todas as camadas da economia alemã.
"No centro estão os sindicatos e os patrões, que coordenam salário e produtividade com o objetivo obter um aumento real dos rendimentos dos funcionários, além de manter os postos de trabalho. A integração é tal que, por lei, os sindicatos estão representados no conselho de administração, participam das decisões estratégicas nas empresas," afirmou.
Crédito para todos
No sistema financeiro, as cooperativas e os poderosos bancos públicos se encarregam de fazer com que o crédito alcance a todos, não importa o tamanho da empresa ou o quão distante ela fica de um centro econômico.
Essa filosofia permite superar uma das limitações do sistema anglo-saxão, no qual as pequenas e médias empresas, diferentemente das multinacionais, não têm acesso ao mercado de capitais e muitas vezes enfrentam dificuldades para se financiar.
"Os bancos públicos têm regras claras. Por exemplo: para favorecer o desenvolvimento local, podem emprestar para empresas de sua área, mas não para as de outras regiões. O governo tem representantes nestes bancos, e eles são fundamentais na tomada de decisões. Um princípio que rege sua política de crédito é a manutenção do emprego", afirma Gropp.
Pequenas e médias empresas
Esse modelo está enraizado na história germânica.
A unificação nacional de 1871, sob Bismark, reuniu 27 territórios governados em sua maioria pela realeza e que haviam crescido rapidamente e de forma autônoma durante a Revolução Industrial.
Dessa semente histórica surgem as pequenas e médias empresas (Mittelstand), que, segundo os especialistas, formam 95% da economia alemã.
Diferentemente do modelo anglo-saxão, centrado na maximização da rentabilidade para os acionistas (objetivo de curto prazo), as Mittelstand são estruturas familiares com planos a longo prazo, forte investimento na capacitação do pessoal, alto sentimento de responsabilidade social e forte regionalismo.
"A Alemanha é especialmente forte em empresas que têm umas 100 ou 200 pessoas. Com uma característica adicional: apesar de seu tamanho, muitas dessas firmas competem no mercado internacional e são exportadoras", explica Dullien.
Enquanto o comércio mundial dominado por multinacionais que representam cerca de 60% de toda a movimentação global, na Alemanha as Mittelstand são responsáveis por 68% das exportações.

Mas nem tudo se deve somente às Mittelstand. Das 2.000 empresas com maior rendimento em todo o mundo, 53 são alemãs, entre elas marcas de grande tradição, como Bayer, Volkswagen e Siemens.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Chega a 59,2 milhões número de brasileiros com nome sujo

Chega a 59,2 milhões número de brasileiros com nome sujo

Dado indica que 40% da população brasileira está inadimplente.
De abril de 2015 para 2016, número de devedores subiu quase 6%.


Em abril, o número de brasileiros com o nome sujo chegou a 59,2 milhões em todo o país, de acordo com pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Isso indica que 40% da população com idade entre 18 e 95 anos está inadimplente e com o nome registrado em serviços de proteção ao crédito.

 


De acordo com o estudo, na comparação entre abril deste ano com o do ano passado, foi registrado um aumento de 5,8% no volume de brasileiros inadimplentes nas regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul. O maior crescimento partiu da primeira região (7,64%).
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Também houve alta na quantidade de dívidas registradas nos cadastros de inadimplentes. O avanço foi de 6,09% na comparação anual e de 1,12% na comparação mensal, entre março e abril de 2016.
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A pesquisa aponta que o brasileiro tem enfrentado dificuldades para realizar o pagamento até de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas partiu dos atrasos referentes às contas de água e luz (16,68%) na base anual de comparação.
“Além das dificuldades para custear despesas básicas, o resultado também reflete a disposição crescente dessas concessionárias em negativar os consumidores inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti, por meio de nota.
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domingo, 8 de maio de 2016

Como entender o impeachment com Baudrillard e Deleuze

Como entender o impeachment com Baudrillard e Deleuze


“Grau Zero da Política” e “Micropolítica”. Esses dois conceitos, respectivamente dos pensadores Jean Baudrillard e Gilles Deleuze, podem nos ajudar a compreender o significado simbólico do atual processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Os catorze anos de sucessões de governos petistas teriam criado uma crise simbólica no sistema político: a reversibilidade entre Esquerda e Direita no momento em que governos supostamente de esquerda implementaram  políticas neodesenvolvimentistas que ajudaram a criar condições ótimas de reprodução do capitalismo - inclusão no consumo e precarização do trabalho. A Esquerda estaria tomado para si a agenda conservadora? Então, por que derrubar Dilma? Baudrillard diria que esse é a revelação do “grau zero” por trás dos simulacros da política; e Deleuze diria: “nunca houve governo de esquerda”.

Uma das minhas primeiras experiências como repórter. No distante ano de 1983, cumprindo uma pauta para o Jornal Laboratório da Faculdade de Jornalismo de Santos , fui cobrir uma sessão plenária da Câmara dos Vereadores da cidade. Não sei se dei sorte ou se as sessões eram sempre assim movimentadas: testemunhei vereadores do PMDB contra os do antigo PDS em discussões ferozes. Alguns deles quase indo às vias da agressão física, sendo segurados pelos demais. Atmosfera pesada e um final sem qualquer consenso.

No meu bloco de notas fiz um resumo da plenária, alguns depoimentos de vereadores e saí  do Paço Municipal da Praça Mauá, Centro de Santos. Atravessei a av. General Câmara em direção a um ponto de ônibus e passei em frente a uma padoca badalada na época. E com quem deparei? Com alguns dos vereadores de situação e oposição que há pouco mais de meia hora estavam quase se matando na plenária, agora todos juntos dando risadas conversando sobre temas com certeza bem mais amenos. Conversavam animados enquanto degustavam suas xícaras de café, em pé no balcão, em um aprazível final de tarde.

Essa lembrança sempre foi recorrente na cabeça desse humilde blogueiro: tudo foi uma simulação? Qual a natureza daquilo tudo que presenciei?  

Mais tarde na pós-graduação me deparei com um livro do filósofo francês Jean Baudrillard chamado Partidos Comunistas: o Paraíso Artificial da Política. Em síntese, nesse livro Baudrillard desenvolve seu ceticismo radical em relação à política em três teses principais: (1) os comunistas não mudarão nada se chegarem ao poder; (2) os comunistas não querem chegar ao poder; (3) a tese mais niilista: não há perigo em ganhar o poder porque o poder, de fato, não existe.


Baudrillard referia-se a um suposto “grau zero da política”: e se todo o sistema político tornou-se autônomo e fechado em si mesmo em relação à sociedade e a economia? Um sistema cujos signos tornaram-se intransitivos, onde sua distinções (Direita/Esquerda, Oposição/Situação) não são dadas como representação de algo externo, referencial, ao sistema (ideologias, História, Classes sociais etc.), mas como simples distinções binárias em um sistema fechado em si mesmo.

O grau zero: signos comutáveis


Direita e Esquerda seriam signos comutáveis, definidos não positivamente pelo seu conteúdo, mas negativamente por suas relações distintivas no sistema -  o grau zero da política.

Todas essas lembranças vem à tona na atual crise política brasileira com o impeachment da presidenta Dilma e a condenação, inclusive da imprensa internacional, de um golpe político em andamento no País.

O fantasma baudrillardiano do grau zero ressurge mais uma vez para assombrar a política a partir de três premissas:

(a) Se em 2003 alguém viesse do futuro e dissesse que, depois de mais de uma década de  sucessivos governos de esquerda, o Congresso seria dominado por homofóbicos, neofascistas, evangélicos e pequenos escroques de um baixo clero que anunciariam, com todo os pulmões ao vivo pela TV, seus votos pelo impedimento de uma presidenta, certamente acharíamos que isso era um roteiro de algum filme de humor politicamente incorreto;

(b) A forma como após sucessivos governos de esquerda um presidente foi derrubado do poder praticamente sem reação: enquanto a grande mídia detonava suas bombas semióticas diariamente para criar um clima de opinião de crise econômica e política, os governos petistas não só eram reticentes em relação a Lei dos Meios e o monopólio midiático – também alimentavam a grande mídia com grossas verbas publicitárias com sua orientação “técnica” e “republicana”.

(c) Os sucessivos governos de esquerda não implementaram nenhuma política “socialista”: nada mais fizeram do que ingressar o País em um regime capitalista com a regularização da reprodução da mão de obra com sua inclusão no mercado de consumo a partir de políticas neodesenvolvimentistas. Enquanto isso, o sistema financeiro aferia lucros recordes com os altos juros. E mais: o outro lado da inclusão no consumo foi a precarização do trabalho – o estágio avançado da exploração no capitalismo com a abolição dos direitos trabalhistas – leia ALVEZ, Giovanni.“Neodesenvolvimentismo e precarização no trabalho no Brasil” in Blog Boitempo.

As principais críticas ao governo Dilma vinham da própria esquerda, acusando-a  de dar as costas aos movimentos sociais enquanto aplicava uma agenda de medidas econômicas “conservadoras”.


Por que derrubar Dilma?


Se governos supostamente de esquerda deixaram a banca financeira satisfeita e ajudaram a modernizar as formas de exploração capitalista, por que a urgência da derrubada da atual presidenta?

Dando ainda mais força etérea ao fantasma de Baudrillard poderíamos afirmar: Dilma não foi derrubada por colocar em perigo a ótima reprodução do capitalismo mas, ao contrário, por paradoxalmente ajudar a implementar uma agenda neoliberal roubando essa pauta da “Direita”.

Levando às últimas consequências a tese do grau zero da política, os governos do PT colocaram o sistema da política em uma crise simbólica ao criarem uma perigosa reversibilidade: a partir do momento em que lentamente expropriaram a agenda conservadora da Direita,  colocaram em risco o código binário Esquerda/Direita que sustenta a reprodução do sistema linguístico da Política.

Para o ceticismo de Baudrillard, o sistema político não produz política, mas reproduz a Política. Através de estratégias de simulação procura esconder a intransitividade do signo político – de que as posições do espectro político nada mais são do que signos distintivos de um sistema que se autonomizou e fechou-se em si mesmo enquanto o sistema econômico se autogere.

Para a economia a única função do sistema político é tornar verossímil para a opinião pública as decisões dos agentes financeiros ou industriais por meio de uma narrativa política crível, porque construída pela binariedade do código.

Pois é justamente essa narrativa simbólica que o PT colocou em perigo.

Todo o sistema político necessita simular diferenças através de dois discursos: o escândalo da corrupção e a ameaça do terror através de um inimigo interno ou externo. “Mensalão”, “petrolão” e “bolivarianismo” foram as variações de uma narrativa que é sempre posta em ação quando o sistema político é ameaçado pela entropia: o perigo dos eleitores descobrirem que, na verdade, todos os signos são reversíveis e equivalentes.


A ameaça do non sense


Quando os governos petistas ameaçaram permanecer no poder continuando a implementar medidas ótimas de reprodução do capitalismo, a grande mídia disparou o alarme para esse ameaçador non sense que poderia implodir a narrativa política.

Essa implosão da narrativa política seria através da descoberta por parte dos eleitores desse niilismo político, a verdadeira ameaça a todos os sistemas: o vislumbre de que por trás da simulação das diferenças nada existe, a não ser o simulacro da Política.

Sem um discurso que torne verossímil a gestão econômica, a sociedade poderia ser dominada pela anarquia e desobediência civil. Por exemplo: quebra do sistema financeiro através do saque dos ativos feito pelos próprios correntistas ao descobrirem a inexistência do dinheiro através do crédito – sobre as formas irônicas de destruição do capitalismo clique aqui.

Deleuze: nunca houve governo de esquerda


  Podemos então afirmar que nunca existiu governo de esquerda? Quem pode dar essa resposta é outro filósofo francês, Gilles Deleuze. Como podemos acompanhar no vídeo abaixo de uma entrevista com Deleuze , para ele a esquerda ou direita são muito mais formas de percepção do que discursos políticos. Para ele nunca houve governos de esquerda mas governos que aplicaram algumas exigências da esquerda.


O que Deleuze chama de “esquerda” nada tem a ver com governos ou com a política. É uma forma de percepção (“Micropolítica”) de onde se parte do contorno, do horizonte ou do mundo para compreender fenômenos particulares – ao contrário do “endereço postal” da direita que parte do individualismo para avaliar o todo – a sociedade, o país, o continente.

Para  Deleuze, todas as críticas da esquerda em relação as injustiças sociais não partiriam de um julgamento moral ou político, mas em nome da própria percepção. Isso seria “ser de esquerda: “começar pela ponta e considerar que esses problemas devem ser resolvidos por agenciamentos mundiais”.

Além disso ser de esquerda é um “devir de minoria”, nada a ver com o “padrão vazio” da construção da maioria em um sistema político democrático. Uma sociedade com diversos “devires”, fenômenos de percepção  cujos olhares buscam o horizonte e o todo.

Muito diferente do sistema político que se autonomizou e fechou em si mesmo em um sistema distintivo de signos vazios e intransitivos. Por isso, a “percepção de esquerda” jamais teve lugar no sistema político e muito menos em um governo.

E como acompanhamos no caso atual do impeachment, a mídia cumpriu bem o seu papel de alarme do sistema político: irradiou a narrativa do escândalo da corrupção e do perigo do inimigo interno (o PT “bolivariano”) para proteger o código binário do sistema que o mantém fechado e sem horizontes.

Em outras palavras: Dilma cai não pelos seus defeitos, mas por suas “virtudes”: estava fazendo a coisa certa. Porém, com os sinais trocados.

As memórias daquela tarde de 1983 continuam assombrando esse humilde blogueiro.