domingo, 23 de junho de 2013

POR QUE NÃO SE INVESTE EM EDUCAÇÃO NO BRASIL?


É um bom momento pra você assistir a este vídeo, depoimento de Pessoas, além de Cristovam Buarque que estão preocupadas com o Investimento Já na educação.

Para transformarmos de fato nosso povo, num Brasil Gigante!

Memorizem o trecho do pronunciamento da Presidente Dilma Rousseff, sobre sua intenção neste tópico:

"Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com Saúde e Educação, e vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação."




Globo e os Protestos






Nossa Realidade aos olhos de uma Brasileira nos EUA !!

Após assistir ao vídeo responda estas questões e faça outras tantas sobre as manifestações.

O que você realmente vive é o que vive a maioria de nosso povo ??

Discursos Políticos correspondem aos nosso interesses ??

Quantas Perguntas nos fariam estes políticos (Vereadores, Deputados Estaduais e Federais), a respeito das nossas necessidades prioritárias ??? 

Um(a) Presidente de um País com 197 milhões de pessoas deve estar antenado e assim mudar o rumo da situações antes que o acidente maior aconteça; a perda de Vidas não por morte mas sim por tanto esperar o Verdadeiro Viver de sua Geração e descendências.





NENHUM PARTIDO VAI GANHAR COM OS PROTESTOS, AFIRMA FHC

A trilha sonora na sala do apartamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no final da tarde de quinta-feira, era composta por sirenes de carros e pelo barulho dos helicópteros que passavam a caminho dos protestos na avenida Paulista.
"As passeatas vão ser grandes?", perguntou à Folha. Aos 82 anos, completados na semana passada, o presidente está lançando o livro "Pensadores Que Inventaram o Brasil" (Companhia das Letras), sobre intelectuais que elaboraram grandes teorias sobre o país.

  Mas ele diz que nenhum teórico do passado poderia entender o que acontece hoje nas ruas.Mais do que isso, ele acredita que os políticos não têm condições de compreender a "insatisfação genérica" da população e nem de capitalizá-la. "Tenho dúvidas se os partidos vão ter capacidade de captar tudo isso e transformar ao menos sua mensagem", diz Cardoso. Leia a seguir trechos da entrevista.

O sr. acaba de lançar um livro sobre intelectuais que fizeram grandes interpretações do Brasil. Como estes pensadores podem ajudar a entender o que está acontecendo no país?
Fernando Henrique Cardoso - Eles não entenderiam e nem poderiam entender. Vivíamos num mundo das classes organizadas, ou desorganizadas querendo se organizar. Estas são manifestações que não são expressões de camadas organizadas. A primeira manifestação disso que eu vi foi em Paris em 1968. E isso ainda sem a internet.

Qual a maior mudança?
Muda muito. Aquele era um movimento a favor da autonomia e da liberdade. Na França, em 1968, eles não tinham linguagem para expressar o sentimento que tinham. Ou era foice e martelo, ou bandeira negra, e cantavam a "Internacional Socialista", que diz "De pé, ó famintos da terra". Não tinha faminto nenhum ali. Mas a França tinha sindicatos, partidos, organização. Agora, com a internet, e com a fragmentação maior de classes, é diferente. O comando é quase inexistente, vai se formar na rua. As demandas são muitas, o pretexto pode ser qualquer um. Esta situação me lembra um ensaio meu dos anos 1970 chamado "A teoria do curto-circuito".

Vivemos um curto-circuito?
Sim. O preço de ônibus foi um estopim. Ali está desencapado um fio. Mas aí pega fogo em outros. Não foi a classe dominada. Foram os jovens. São eles que estão gritando aí. Não foram os que não podem pagar. Estão gritando contra a injustiça em geral, vagamente. Juntam tudo: PEC 37, a corrupção, o custo dos estádios, dos transporte.

Qual o papel dos últimos governos nisso?
Nesses últimos anos, com a ascensão do Lula, o que ele propôs como ideologia? Vamos consumir o que é bom. Não é por que eu uso um macacão que não posso ter um automóvel. Criou um estilo de crescimento que é o oposto da China. Lá fazem poupança e investem. Aqui, consome-se sem investir. A rua está dizendo: não basta o consumo, quero mais. Não há razão objetiva. Não tem desemprego, ditadura ou opressão. Não é mundo árabe, Espanha ou Itália.

A Espanha e a Itália estão vivendo uma grande crise de representação política...
Aqui também. As pessoas não identificam nas instituições os canais que as levem ao que eles querem. Nenhum destes movimentos recentes gerou novas institucionalidades. O apelo do movimento aqui não é a ninguém. No mundo árabe querem derrubar o governo. Aqui não.

Vivemos algo próximo do que passou nas periferias de Paris em 2005?
Lá teve segregação racial e religiosa. Aqui não é isso. Quem está na rua não é a periferia. Aqui está todo mundo na rua. Não são sindicatos, não são grupos de trabalhadores organizados. Há uma insatisfação genérica.

Por que a insatisfação?
Porque a vida é pesada nas grandes cidades. Há sofrimento com o transporte, a poluição, a segurança. São problemas que afetam a todas as classes. O pobre leva duas horas no ônibus sofrendo. O rico fica irritado porque fica uma hora no carro. O rico está cercado de guardas. O pobre não tem guarda nenhum, mas os dois estão com medo.
Os governos recentes agravaram muito isso ao estimularem o consumo de carro. E deixaram a bomba na mão dos prefeitos. Mais carro e crédito. Talvez tenha aí também o começo da inflação e do esgotamento do crédito, agindo por baixo disso tudo. Mas o foco é um mal estar inespecífico. Não acho que qualquer partido possa, deva ou consiga capitalizar o movimento.

O sr. acredita que este movimento vai mudar a maneira de fazer política?
Alguma mudança ocasiona, mas não sei se os partidos vão ter capilaridade para sentir tudo isso e transformar ao menos sua mensagem e a ligação com fenômenos como as mídias sociais.

O sr. mencionou em entrevista recente que tinha dúvidas se as interações em mídias sociais poderiam ser concretizadas em ações políticas. Como avalia isso agora?
Não estamos vendo ações propriamente políticas. O grande teórico disso é o sociólogo espanhol Manuel Castells. Diz que a conexão entre redes e vida institucional não se processou, e ele tem dúvidas se vai se processar. Nenhum partido no Brasil tem ligação com isso. Os manifestantes não se sentem representados pelos partidos e nem sei se querem.

Como o sr. viu a imagem do Fernando Haddad junto com Geraldo Alckmin?
Acho compreensível. São símbolos do que está aí. É como a vaia da Dilma.

Lula também foi vaiado na abertura dos Jogos Pan-Americanos...
Mas foi diferente. No caso da Dilma, o que surpreende não é a vaia, mas a duração dela. Ao citar nome de autoridade em estádio é normal que haja vaia. Mas vaiaram muito tempo. Não sei se é contra a Dilma, em si, mas é contra o que está aí.

Há um desencantamento?
Sim. As pessoas melhoraram de vida, mas o governo é tão propagandista de uma maravilha virtual que há desencantamento. Este governo é tão favorável à propaganda que todos os nomes de programas de governo são "marketagem": "Minha Casa, Minha Vida", "Minha Casa Melhor". Criaram uma camada virtual de bem-estar que agora o pessoal questiona. Não sei se há desencantamento, mas há um descolamento. O dia a dia é mais duro do que o que o governo diz. Não há desemprego, mas não houve melhoria na qualidade do emprego, então a renda, mesmo com as melhorias, é pequena, insuficiente para fazer frente ao consumismo propagado. Por isso as pessoas entram no crédito. O governo está dando mais crédito, mais crédito, e endividando os bancos públicos. O que foi correto na crise virou política permanente.

E a crise de crédito vai estourar antes ou depois da eleição de 2014?
Quem sabe. Quem sabe...

Alguns cientistas políticos defendem que quando a oposição é fraca a saída é ir para as ruas. O sr. concorda que há um vazio na oposição?
Não há vazio. Basta assistir a TV Senado. A oposição é violenta o tempo todo. Só que morre ali. Não passa para a sociedade, não tem eco. Houve uma "parlamentarização" da vida política. Além disso, o governo fechou o debate. A Lei da Reforma do Petróleo não foi discutida por ninguém. A Dilma mudou a Lei da Mineração e ninguém sabe disso. E como este Congresso ficou fechado em si mesmo não temos mais regime de coalização. Agora é República Velha: governo e oposição. Não foi a oposição que diminuiu, foi tudo junto. A rua, nisso, pode ser que tenha ganho.

Mas existe uma possibilidade dos próprios partidos se reinventarem ou surgirão novos atores?
Espero que se reinventem. Mas os partidos precisam reestabelecer vínculos com a população. Para começar, têm de falar o que a população fala. Falei sobre drogas. Nenhum partido fala. Este é um tema real. O que são os temas reais? Um é o transporte. Outro é o direito do consumidor. Eu preferiria, talvez porque sou antigo, que existissem partidos capazes de captar e dialogar com estes problemas. Onde é que está o debate no Brasil? Na mídia, e só. E o governo ataca quem? A mídia.

E a mídia social cumpre um papel importante para o debate?
Para o debate, eu não sei. Para a mobilização, não tenho dúvida.

O sr. acompanha o Twitter, o Facebook e outras mídias sociais?
Twitter não. Facebook, um pouco. E alguns blogs. Não tenho tempo para acompanhar.

O sr. brinca em seu livro que desistiu de escrever o livro "Grande Indústria & Favela". Ao que pretende se dedicar agora?
Desde que saí da presidência publiquei seis livros em dez anos. Um deles, escrevi em inglês, o "The Accidental President of Brazil", que agora vou traduzir e lançar aqui no fim do ano. Mas o que ainda tenho de fazer? Ter, não tenho que fazer mais nada. Tenho 82 anos. Sendo generoso comigo mesmo terei mais cinco anos úteis. Depois, cansa. Anotei, quando estava na Presidência, quase todos os dias as coisas que achava. Tenho de deixar isso preparado para uma edição post-mortem. São umas 15 mil páginas. O único projeto que tenho no momento é este, que já retomei. Não penso em fazer outros livros.

Em seu livro recente, "Pensadores Que Inventaram o Brasil", o sr. trata de grandes retratos do Brasil. Por que não se faz mais interpretações gerais do país?
Como disse um rapaz que não conheço pessoalmente, o Marcos Nobre, este tipo de interpretação não cabe mais. Por trás destes livros, havia um projeto de nação. Estavam todos tentando ver como se fazia disso aqui uma nação. Hoje ninguém duvida: isto aqui é uma nação. Já não tem tanto uma obsessão sobre quem somos, por que somos. Nós somos. Estamos nas ruas, mas somos.
Já se sabe que no Brasil o Estado vai ser sempre importante, que o mercado vai ser sempre importante e que a sociedade civil é crescentemente importante. Já não tem dúvidas sobre quem será o propulsor.

Mas em um dos textos incluídos no livro o sr. fala que faz falta este tipo de livro panorâmico sobre o país...
Falei isso numa de 1993, há 20 anos. Até ali, ainda havia a ideia do projeto da nação. Era uma visão de um alguém iluminado que propõe a nação. Isso é antigo. O país já está aí e ninguém vai propor. Ele se faz e vai se fazendo. Não acho que seja cabível mais este tipo de grandes interpretações. A nação se diversificou muito e a universidade hoje estuda muito mais do que no passado muitas coisas.

O sr. está às vésperas de voltar a disputar uma eleição, depois de muito tempo. Vai concorrer na semana que vem a uma cadeira da Academia Brasileira de Letras. Por que o sr. decidiu concorrer?
Há muito tempo eu resistia aos convites. Primeiro porque não sou literato, até que me convenceram que a Academia não era só para escritores. Ainda assim não queria, para não politizar. Agora estou longe do poder há tanto tempo, e todo mundo sabe que não quero mais o poder, que resolvi aceitar concorrer.

O sr. vai participar hoje nas manifestações?

Não (risos). Talvez eu vá até a rua. Mas não dá mais para ir a manifestações. Seria mal interpretado imediatamente.

CASSIANO ELEK MACHADO DE SÃO PAULO
22/06/2013 - 03h00
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1299535-nenhum-partido-vai-ganhar-com-protestos-afirma-fhc.shtml

sábado, 22 de junho de 2013

Criar Foco Gera Sinergia, Economia de Energia, Resultados


Partidos e movimentos sociais viram alvo em SP

Repórter relata violência de nacionalistas contra manifestantes organizados
por Piero Locatelli — publicado 20/06/2013 22:06, última modificação 21/06/2013 07:25

Quando cheguei à avenida Paulista, em São Paulo, nesta quinta-feira 20, vi militantes do Juntos!, grupo de jovens do Psol que batucavam e chacoalhavam bandeiras do partido na praça do Ciclista. Ao lado, um homem com um chapéu estampado com a bandeira do Brasil gritava, nervoso: “Vai para Cuba! Vai para a Venezuela, c******! Vai para a p*** que o pariu!” Desde o começo do ato, organizado para comemorar a redução das tarifas em São Paulo, presenciei insultos e violência contra partidos e movimentos sociais organizados.
Na noite de quarta-feira 19, a direção nacional do PT havia chamado seus militantes às ruas, e o partido se fez presente no protesto. Mesmo tendo se oposto ao prefeito Fernando Haddad (PT), o Movimento Passe Livre (MPL), principal organizador das manifestações, prometia não restringir a presença de ninguém ligado a partidos. “O MPL nunca vai impedir ninguém de se manifestar. Somos apartidários, não contra os partidos", disse a militante Mayara Vivian durante entrevista na tarde de quarta-feira 20.
Vi muitas pessoas que tinham uma postura completamente distinta da defendida pelo MPL. Um homem, enrolado numa bandeira do Brasil, disse a outro que segurava uma bandeira de partido: “eu não gosto de violência. Mas isso é uma violência. Sai com essa bandeira daqui senão eu vou quebrar tudo”. Outras pessoas repetiam que “a única bandeira que pode é a do Brasil.” Do outro lado, um grupo do PT gritava “fascistas” repetidamente.
A situação ficou mais clara quando dois grupos se encontraram entre o Masp e o prédio da Fiesp, também na avenida Paulista. Os autodenominados “nacionalistas” vinham atrás. Na frente, movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis e partidos mostravam suas posições. Entre os dois, um grupo de militantes fazia um cordão e engolia em seco a maior parte das ameaças feitas do outro lado.
Um homem alto, branco, enrolado numa bandeira do Brasil gritava “mensaleiro” para um militante do PSTU, partido fruto de dissidência do PT e que sempre lembra o escândalo petista. “Não sou, cara, eu sou oposição”, gritava ele. “Mentira, filho da p***”, recebia em resposta. Eles também chamavam os militantes de movimentos sociais de "oportunistas".
O grupo de trás gritava “se a bandeira não baixar, ole, ole, olá, o pau vai quebrar”. A promessa de intolerância foi cumprida logo em seguida, eles avançaram sobre os militantes, que tentaram se defender com as hastes da bandeiras que carregavam. Um homem careca saiu sangrando da confusão.
Enquanto isso, sete policiais militares estavam atrás de uma banca. Militantes de movimentos sociais gritavam para eles, dizendo o que acontecia a poucos metros, mas eles preferiam ficar parados.
Problemas semelhantes aconteceram em outras cidades. Manifestantes tentaram impedir bandeiras de partidos políticos em Fortaleza. Em Florianópolis, eles foram vaiados e hostilizados. No Rio de Janeiro, também há relatos de militantes hostilizados.
Na confusão, encontrei um amigo militante que disse “perdemos , não tem como, é só ir embora.” Logo depois, não vi mais bandeiras de partidos e de movimentos sociais hasteadas. As únicas que restavam no caminho de volta à redação estavam sendo queimadas por pessoas que portavam bandeiras do Brasil.
Ler comentários desta postagem no link acima;  alguns, excelentes!!

Manual de Ouro do Manifestante Idiota

Muito bem elaborado este Manual, apresenta orientações para os manifestantes esfriarem os ânimos nestes primeiros 15 minutos de jogo e Pensar numa estratégia de reivindicações; apesar que já foram postas e escancaradas as principais.

Desta forma desconexa de manisfestar, os políticos já relaxaram e poderão voltar as suas atividades normais de atuação (modus operandi);

O que não podem é subestimar a vontade pública de transparência na gestão do dinheiro público.







sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cristovam Buarque defende fim dos partidos



GABRIELA GUERREIRO, de Brasília

Em discurso nesta sexta-feira, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a extinção dos partidos políticos no Brasil. Ao comentar as manifestações que se multiplicam pelo país, Cristovam disse que para atender as reivindicações dos manifestantes é necessário abolir os partidos.
"Talvez eu radicalize agora, mas acho que para atender o que eles querem nós precisaríamos de uma lei com 32 letras: estão abolidos os partidos, estão abolidos todos os partidos. Isso sensibilizaria a população lá fora. Hoje, nada unifica mais todos os militantes e manifestantes do que a ojeriza, a desconfiança, a crítica aos partidos políticos", afirmou.
O senador disse que "talvez seja a hora de dizer: estão abolidos todos os partidos" para colocar "outra coisa" em seu lugar.
Cristovam citou a ex-senadora Marina Silva, que articula a criação do partido Rede de Sustentabilidade, ao afirmar que sigla vai entrar no "mesmo sistema" das demais que já existem no país.
"Mesmo que o partido [Rede] tenha o nome do que não é partido, é partido: teve de conseguir as assinaturas, vai entrar no mesmo sistema, vai receber fundo partidário, porque espero que a lei que o proíbe de receber não passe aqui."
O senador defendeu a reorganização dos agentes políticos brasileiros com a criação de um novo formato de partidos e da maneira de fazer política. "Nossos partidos não refletem mais o que o povo precisa com seus representantes, nem do ponto de vista do conteúdo, nem do ponto de vista da forma."
O parlamentar também defendeu a realização Assembleia Constituinte exclusiva para discutir reforma política --no prazo máximo de um ano. A reforma, na opinião de Cristovam, deve incluir permissão para o chamado "voto avulso", em candidatos não filiados a nenhum partido.
"Creio que essa é uma proposta que poderia levar à revolução. Não há manifestação de um milhão de pessoas em um dia que não exija uma revolução." Na opinião do senador, os milhares de manifestantes não vão aceitar nada menos que um "revolução" no país. "Mas a revolução hoje não é na economia. A economia precisa de grandes ajustes. Não é no social. O social precisa de grandes ajustes."
Ao dirigir-se à presidente Dilma Rousseff, Cristovam disse que se a petista optar por um discurso à nação centrado no combate ao vandalismo nas manifestações, ela vai cometer um "erro muito grave" e se "transformar de estadista em xerife". "Nós precisamos de uma estadista que, inclusive, tem que ser xerife em um pequeno momento do seu dia a dia, mas não pode ser por aí."
Discursos
Desde ontem à noite, as manifestações realizadas em diversas cidades do país dominam os discursos dos senadores. Eles mantiveram a sessão plenária até pouco depois da meia-noite, numa espécie de "vigília" paralela aos protestos nas ruas. Os poucos que permaneceram no plenário, no máximo cinco senadores, se revezaram em discursos para comentar as manifestações.
Os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Pedro Simon (PMDB-RS) também defenderam a convocação de uma Assembleia Constituinte para discutir exclusivamente a reforma política --principal reivindicação dos manifestantes, na opinião dos congressistas.
"Quando o senador Cristovam fala em convocar uma Assembleia Nacional Constituinte, eu entendo o porquê. É porque ele, como toda a sociedade, não acredita no Congresso Nacional, duvida que nós façamos alguma emenda positiva a favor do povo brasileiro", disse Simon.
Vice-presidente do Senado, o senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou que os protestos nas ruas do Brasil não miram em nenhum partido ou governo, mas no sistema político em geral. "Não há uma ação direta contra governo A, B, C ou D, mas contra tudo e contra todos. É um questionamento às instituições."


quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Anti- Informação

Haja visto os efeitos causados pela mobilização popular, iniciados pelos linkados na rede, vai ganhando sentido(s), a frase: "Não é por centavos!", tenta explicar aos políticos omissos, negligentes, usurpadores, corrupto e corruptores, que a plebe se incomodou... disse: chega de resmungar para as paredes, chega de acordar cada vez mais cedo, ter dois ou três trabalhos para cobrir saldos, prestações e principalmente estes tais impostos embutidos em cada produto comprado que totalizam somas incalculáveis para nós trabalhadores feito formigas....!
Partidos Políticos de esquerda estão a preparar seus planos e projetos para um futuro mandato, um governo qualquer, em algum lugar deste imenso país, não perceberam em tempo que a natureza é sábia, seja humana, animal, vegetal ou até mineral, em seus ciclos acontecem reviravoltas, pelas ações desconhecidas destes mecanismos intrínsecos entre eles!

Disse de "Esquerda", porque, ideologicamente, a sistemática de gerenciamento político vem ao encontro dos anseios populares. não preciso comentar sobre os da direita e os do centro. (preciso rir, desculpem-me)

Ainda, aqueles que vieram para nos representar, agora são da situação, governam para atender estes anseios populares, e que qualquer político em campanha os repete a cada cinco minutos e em cada um dos dedos:

 1- Educação, 2- Saúde, 3- Habitação, 4- Segurança e 5- Trabalho e Renda!, podemos colocar mais alguns complementares como Transporte e Bolsas diversas, não não, vamos tirar de princípio estas tais bolsas... Saneamento básico, Infraestrutura, Rodovias, Portos, Ferrovias, Aeroportos, trem bala, etc etc.

Tá feito o programa de intenções daquela agremiação política. (que logo logo encontrará simpatizantes e total apoio de outras tantas pequenas agremiações políticas... precisamos de mais tempo na TV e no Rádio!!)

E contra aqueles que estão na situação, acusam-los de Aproveitadores do Sistema Democrático Republicano - Presidencialista.

Pois bem, "Chegamos ao Poder, Sou Presidente" de um país com uma população estimada em 2011, de 196.700.000 - leia-se: Cento e Noventa e Seis Milhões e Setecentos Mil Brasileiros(as).

Quando puder, dá uma olhada com interesse no site do IBGE ... http://www.ibge.gov.br/home/

continuando, saímos de um governo militar para a tão almejada Democracia, eleições diretas, escolhemos nossos representantes, Presidente, Governadores, Prefeitos, Vereadores, Deputados e Senadores, percebam o universo complexo de engrenagens que se mostra a frente...

Pois bem, já entregamos dois enormes períodos de gestão aos dois principais e antagônicos sistemas políticos partidários deste país - PSDB e PT, 16 anos, fora estes 04 anos da Dilma, que somarão 20 anos...

Ah!, sem contar com os primeiros 04 anos de José Sarney que era vice de Tancredo Neves (1985), que eleito, não chegou a ocupar a presidência oficialmente, 38 dias se passaram até a sua morte e posse dada ao Vice. ainda tenho em mente, gravada a voz deste Presidente em seus discursos...Dizem que ele hoje ou faz tempo,  é dono do Maranhão!!

Bem para não me prolongar neste assunto e apenas salientar que a Memória Brasileira está e continuará afiada, acesa e acessada a qualquer momento aonde? Na Rede !

Leiam Sobre a Nova República, para refrescar a memória neste link:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Rep%C3%BAblica


Para finalizar, A Anti-Informação tenta desconstruir o verdadeiro sentido do Termo "Não é Pelos Centavos"

Vou repetir pelo quê estamos nas ruas:

 1- Educação, 2- Saúde, 3- Habitação, 4- Segurança e 5- Trabalho e Renda, 6- Transporte 7- Saneamento Básico, 8- Infraestrutura = Rodovias, Portos, Ferrovias, Aeroportos, Trem Bala, etc etc.

Porquê queremos tudo isto ?

Porque vivemos em um País abençoado por Deus e Bonito por natureza, com suas Riquezas Humana, Vegetal, Animal, Mineral.

Sem igual no Mundo. Gente, Tava na Hora de Acordar ! Tem gerações novas chegando aí!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mobilização Virtual se transforma em reações de vidas reais...

Mobilização da população contra o aumento da tarifa  do transporte público que inicialmente sofre as pressões destes ajustes "necessários" segundo governos municipais...

O usuário do transporte público controla seus níveis de gastos para sua sobrevivência e dentre estes gastos o da mobilidade...

Os donos de transportadoras, apresentam necessidades de controlar seus gastos para manutenção da frota mediante a demanda sempre crescente de usuários...

Cadeias de fornecedores de ambos os lados controlam seus gastos mediante sistemas de pagamentos e recebimento dentro de um sistema monetário que sobrevive de taxas e juros para lucrar sempre...

Milhares de usuários todos os dias, cifras milionárias envolvidas, logo os mais astutos perceberam maneiras de adentrar neste meio, neste ciclo gerador de ganhos, lucro certo, pois o pagamento é a vista.

A administração pública deste transporte controla, recebe, paga uma série de clientes deste sistema, entre eles escalões políticos...

Bem, pelo pensamento lógico, identificamos os personagens e seus pesos sobre a balança, o resultado deve ser partilhado, compartilhado, compadres e comadres...

Pela complexidade da planilha de custos e receitas, deve ser positiva para a coisa continuar funcionando, afinal, os ovos dourados tem nascedouro fértil!

Baseado nesta percepção, o usuário vê quebrar seu limite de tolerância e administrativo; percebe que outros  aspectos monetários de seu viver refletem diretamente em sua qualidade de vida, seu esforço e sacrifício, feito uma formiga, percebem então no tempo-espaço, virtual que sua realidade é a de um verdadeiro "Formiga", sem no entanto, viver minimamente a dignidade prevista por seus sonhos e de outros.

Agora, dentre os mobilizados, estão os vermes que saem das entranhas das formigas e do sistema podre que os gera e atrapalham o acordar de um gigante chamado Brasil!!

segunda-feira, 16 de julho de 2012


Jejum pode ajudar a proteger cérebro, diz estudo

Pesquisa afirma que comer praticamente nada por um ou dois dias por semana pode proteger contra doenças degenerativas como Mal de Alzheimer e Parkinson.


Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.

"Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção.
É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser", disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.
Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.
O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados.
Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.
Insulina
Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina - o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue - e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.
Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.
Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.
Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma.
"A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade", disse Mattson.
A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Casório coletivo no Itaquerão reúne engenheiros, peões, católicos, evangélicos e até palmeirenses


O estádio que o Corinthians e a construtora Odebrecht estão erguendo na zona leste de São Paulo foi palco, no último domingo, das primeiras fortes emoções que a arena alvinegra irá abrigar. A um ano e meio da conclusão da obra, o grito que ecoou não foi o de gol.
O que se ouviu foi um uníssono "sim" gritado por mais de 120 noivas e noivos que juraram seus votos de eterna fidelidade e união em uma cerimônia coletiva no campinho da pelada dos peões que tocam a obra. A festa não poderia ter sido mais corintiana, cheia de paixão, de gente pobre e de gente rica misturada, de pessoas de religiões diferentes se abraçando e celebrando juntas e até de palmeirenses que aproveitaram a oportunidade de casar na casa do adversário.
É o caso de D.R.B e C.C.B. O eletricista, de 24 anos, era só sorrisos enquanto aguardava a entrada da noiva no recinto da cerimônia dos evangélicos (foram realizadas duas cerimônias, para católicos e evangélicos, que puderam assistir e aplaudir aos casamentos uns dos outros). Enquanto aguardava, abriu o paletó e mostrou, discretamente, um broche pregado pelo lado de dentro. Ele carregava o distintivo do Palmeiras no peito.
"Pelo amor de Deus, não vai me colocar meu nome na reportagem, que vão pensar que eu estou de sacanagem", pediu, em tom de súplica, o eletricista, que exibira seu broche sem ter notado que conversava com um repórter.
Refeito do susto, ele contou que a agora esposa e manicure C.C.B. ("Também não vai me colocar o nome da minha mulher. Ela também é palmeirense, mas torce para a obra ficar pronta direitinho") sempre teve o sonho de casar de véu e grinalda, mas que o salário dos dois nunca foi suficiente para fazer a festa que queriam.
Assim, quando a Odebrecht anunciou que faria o casamento coletivo, pagando pelos salgadinhos, pelos refrigerantes, pelas alianças e pela documentação, o casal viu uma oportunidade imperdível. "Nunca pensei em casar no estádio do Corinthians, mas também nunca pensei que iria ajudar a construir o estádio do Corinthians, mas não me arrependo, está tudo ótimo", concluiu o palestrino.
A maioria dos que ali juravam seus votos já vivem juntos, e apenas oficializaram o matrimônio neste domingo, podendo casar de papel passado, no civil e no religioso. Assim foi com Jenifer Madalena Pereira Barbosa, de 24 anos, mãe de dois filhos (presentes na cerimônia) e companheira há cinco anos do pedreiro Francisco Barbosa, pedreiro no Itaquerão.
"Demorou cinco anos para eu colocar o Barbosa no meu nome, mas valeu a pena", contou a noiva, que só lamentou o pouco tempo que terá para curtir a lua de mel. "Ah, meu marido vai ter só três dias de folga. Todo mundo tem que trabalhar muito para terminar o estádio para a Copa", explica Jenifer. A previsão da construtora é de entregar a obra em dezembro de 2013, a tempo de receber a cerimônia de abertura da Copa, em 12 de junho de 2014.
Com cerca de 40% da obra concluída, ainda há muito trabalho pela frente. Por isso mesmo as máquinas e os operários que não estavam casando não deixaram de trabalhar neste domingo, dando ao casamento uma trilha sonora inusitada, além de fazer o chão tremer de vez em quando.
Vez ou outra, um ruído diferente ou um sussurrro ao pé do ouvido de um funcionário com cara de ocupado fazia lembrar a um dos que participava da cerimônia que ali se estava construindo um estádio da Copa. Trata-se do engenheiro Frederico Barbosa, o chefe das operações da arena corintiana.
Ele se juntou a seus comandados e participou da cerimônia comemorando as Bodas de Pérola (30 anos de casamento) que completa com a mulher, Andréa. "Fiz questão de participar com eles (funcionários), e ainda aproveito para renovar meus votos de homem casado".
O evento contou ainda com a benção de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e atual diretor de seleções da CBF. Um dos principais idealizadores do estádio corintiano, Sanchez pode ter saído do Corinthians, mas o Corinthians não saiu dele. Com a informalidade que lhe é peculiar, trajando tênis de cadarço laranja e camisa vermelha, ele parabenizou os casais e agradeceu as mulheres.
"Quero dizer obrigado às mulheres que deixam seus maridos saírem no domingo para ver os jogos do Corinthians", disse Sanchez, que serviu de testemunha formal para as uniões matrimoniais. Com a benção de São Jorge.



domingo, 10 de junho de 2012

Imagens que traduzem milhões de palavras, a industria do petróleo arregimenta milhões de profissionais de toda ordem, por todo o mundo...o ouro negro, que move uma fortuna todos os dias!
Vivo nesta "cadeia de átomos do hidrocarboneto" a trinta anos e percebo novas gerações, também dependentes desta cadeia... movendo motores da economia mundial, gerando guerras, domínios pela força, pela inteligencia humana! Temos que tirar o chapéu, mesmo assim, pelos males criados, pelas riquezas criadas, pelas famílias criadas, pela esperança gerada de vidas melhores!  Uma visão romântica, talvez, porém real para muitos. abraços a todos que nasceram e vivem nesta cadeia alimentar!