terça-feira, 19 de novembro de 2013

O SAGRADO FRUTO AFRICANO



A árvore dos elefantes: atraídos pelo doce aroma dos frutos, manadas se embriagam com a marula
Nas savanas que se estendem por toda a África subtropical, impera a maruleira. De porte médio, podendo atingir até nove metros de altura, a árvore só existe nessa região do planeta. Nasce sem a intervenção do homem. 
Frondosa, farta de galhos e folhas, ela chega a produzir 500 kg de frutos por ano. Apesar de se espalhar por 29 países, apenas na África do Sul o fruto da maruleira é processado industrialmente. É desse fruto que se produz o licor Amarula Cream.
Fabricada pelo grupo sul-africano Distell, na Amarula Lapa, em Phalaborwa, na província de Limpopo, a bebida surgiu em 1989, depois de anos de pesquisa. Não foi a primeira experiência da empresa. Desde 1983 a Distell já vinha fabricando um licor com alto teor alcoólico (37%), que deixou de existir com o nascimento do Amarula Cream, que concentra 17%. 
Eleito por três vezes consecutivas o melhor licor do mundo pela The International Wine & Spirit Competiton, o Amarula Cream é consumido em 150 países. “Hoje, a produção anual é de 13 milhões de litros”, diz o britânico Jaime Maurtua, diretor-geral da Distell para a América Latina.
 “O Brasil é um dos principais mercados para o produto, responsável por mais de 10% dessa fatia.” Distribuída no País pela Bacardi Martini do Brasil desde os anos 1990, a garrafa de Amarula Cream custa em torno de R$ 55. 
Este ano, o licor ganhou nova embalagem e rótulo. É a primeira vez que isso ocorre, desde o seu lançamento. “As mudanças modernizaram a marca, mas ícones como o elefante foram mantidos”, diz Maurtua.
Árvore nativa das savanas, a maruleira garante o sustento de populações e fornece ao mundo o licor de marula
A maruleira é uma árvore com distinção de “sexo”. A espécie masculina floresce e a feminina carrega o fruto. Pequena, apresentando formato oval e de cor amarelo-claro, possui uma polpa rica em vitamina C. 
A polpa é a matéria-prima na produção do licor. O processo de fabricação até o produto final leva dois anos. O primeiro passo é a seleção dos frutos. Depois, a marula é levada para os tanques de segregação, onde lâminas rotativas retiram a polpa que é bombeada para tanques de refrigeração de aço inoxidável. 
Ali, para evitar a fermentação, elas são mantidas a uma temperatura de 8º C. A polpa é transportada, a granel, por um caminhão-tanque para a adega da Distell. 
Lá, ela é transferida para tanques onde recebe uma cultura pura de levedura, para a fermentação. Nesse processo que dura entre sete e dez dias, o açúcar da fruta é convertido em álcool.
 O resultado é um vinho claro, que é transferido para a destilaria, onde permanece em alambiques. Em seguida, o vinho é levado para alambiques de cobre tipo pote, para receber a adição de um suco destilado, extraído dos frutos sólidos e que garante o sabor característico da marula. 
Feita a mistura, o produto é colocado em barris de carvalho, permanecendo ali por dois anos. No final, a bebida recebe uma mistura de creme de leite fresco, resultando no licor aveludado.
Da maruleira, tudo se aproveita. Do fruto, além do consumo ao natural e da produção do licor, são feitos geleias e doces. A amêndoa oval, que fica no interior da marula, protege uma semente rica em antioxidantes. 
Da madeira se faz tambores e tigelas. Das folhas nascem poções que curam queimaduras, abscessos e picadas de aranha. As propriedades medicinais da casca são usadas para doenças como reumatismo, disenteria e picada de cobra. 
Estudos recentes revelaram que na casca existem dez compostos orgânicos que poderão ser usados em aromaterapia e homeopatia.
Cercada de misticismo, a maruleira é ponto de encontro dos aldeões africanos. Debaixo de sua copa são realizados ritos espirituais. Também conhecida como a “árvore do casamento”, pelo poder afrodisíaco do seu fruto, a maruleira ganhou fama como a “árvore do elefante”. 
Manadas desses animais, atraídos pela fragrância dos frutos, viajam quilômetros em busca da marula. A comilança, satisfaz o estômago e provoca uma reação inusitada nos paquidermes, que ficam em estado de embriaguez.
 “Rica em açúcar, a fruta quando cai no chão úmido passa por um processo natural de fermentação que altera seu teor alcoólico”, diz Maurtua.
Protegida por leis rigorosas para o tratamento ambiental e colheita sustentável na África do Sul, a maruleira é considerada um tesouro botânico. Por milhares de anos foi o principal elemento nutricional da população de países como a África do Sul, Botsuana e Namíbia. Evidências de sua existência datam de 10.000 a.C. 
A colheita é entre o final de dezembro e março. Nesse período, a cor da fruta atinge o tom amarelo. O chão fica forrado pelos frutos, colhidos pelos habitantes. A tarefa garante o emprego para cerca de 60 mil pessoas do nordeste da África do Sul. As frutas são entregues para a Distell ou nos postos centrais de coleta da fábrica. 
O pagamento é por quilo. “Compramos o fruto diretamente dessas pessoas”, diz Maurtua. Com o fim da colheita, a Distell mantém programas sociais que atendem a essa população.

Vídeo - Animais se fartam e se embebedam com a amarula.rsrsrs






segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"É preciso limitar o número de pessoas nas futuras gerações"

 "O Mundo sem Nós"


 

No mundo inteiro, cada vez mais mulheres têm menos filhos -o suficiente para que, em algum momento até o fim deste século, a população do planeta alcance seu auge e comece a decrescer pela primeira vez na história. Mesmo assim, o escritor americano Alan Weisman acha que não há motivo para complacência em relação aos riscos da superpopulação.
Weisman, 66, está virando um especialista em examinar os efeitos da ação dos bilhões de seres humanos vivos hoje sobre o planeta. Seu best-seller "O Mundo sem Nós", de 2007, é um experimento mental sobre o que aconteceria com a Terra se o Homo sapiens deixasse de existir da noite para o dia.
Recentemente, ele lançou "Countdown: Our Last, Best Hope for a Future on Earth?" ("Contagem Regressiva: Nossa Última e Melhor Esperança para um Futuro na Terra?"), que imagina uma solução menos draconiana para os problemas ambientais e políticos do mundo: um esforço consciente para que todas as famílias do mundo tenham acesso a métodos anticoncepcionais seguros e baratos, o que garantiria uma população máxima de 9 bilhões de pessoas em 2100.
Folha - Depois de escrever dois livros sobre como seria bom haver menos gente no mundo, o senhor já chegou a ser acusado de ser um misantropo?
 
Alan Weisman - Eu amo a minha espécie e não acho que estejamos prontos para a extinção. O que fiz no meu livro anterior (O Mundo sem nós) foi retirar os seres humanos do quadro de maneira teórica, para mostrar o tamanho da pressão diária que exercemos sobre o planeta e pensar "bem, e agora, como fazemos para trazer as pessoas de volta a esse quadro sem causar tanto estrago?".
Contudo, no epílogo do livro, tive de mencionar um fato perturbador: a cada quatro dias e meio, estamos trazendo mais 1 milhão de pessoas ao mundo, e isso não é algo sustentável. E é incrível como quase todo mundo entendeu isso muito bem e concordou comigo.

Mas embora todo mundo concorde com isso, as pessoas também são visceralmente contrárias a políticas draconianas como a política chinesa do filho único. Então minha proposta para o novo livro foi: será que há uma maneira de lidarmos com a explosão populacional de maneira que não seja tão dolorosa?
 
E cada vez ficou mais claro que essa é talvez a única coisa que realmente podemos fazer para diminuir nosso impacto ambiental. Com mais gente no mundo, nossas emissões de carbono vão continuar aumentando; vamos ter mais problemas com eventos climáticos extremos, como os que acabaram de devastar as Filipinas; os níveis dos mares estão aumentando e, mais do que isso, estão alterando a própria química dos oceanos, da qual toda a vida na Terra depende.
 
 São coisas perigosíssimas.
Mesmo que fontes abundantes de energia limpa, com emissões de carbono próximas do zero, sejam descobertas -o que é um bocado improvável-, simplesmente não há como aumentar a quantidade de terra disponível para produzir alimentos para toda essa gente -então, a coisa lógica a fazer é limitar o número de pessoas nas próximas duas ou três gerações.

Um elemento interessante do livro é que, fora exceções como as Filipinas, a religião parece não ser a grande barreira antiplanejamento familiar.
 
Sim, você tem razão. Entrevistei muitos líderes religiosos para o livro, e poucos realmente se opõem a essa necessidade. Todo mundo costuma pensar no catolicismo ou no islamismo como os principais inimigos do planejamento familiar, mas se esquece de que um dos programas mais bem-sucedidos do mundo nessa área foi idealizado por uma teocracia islâmica, o Irã.


As Filipinas são, de fato, uma exceção por conta do poder político da Igreja Católica por lá. Por outro lado, na Itália católica, as mulheres têm uma das taxas de fertilidade mais baixas do mundo [cerca de 1,4 filho por mulher], porque o nível educacional delas é muito elevado, e a educação feminina é o melhor anticoncepcional que existe ­­-em vez de ter sete filhos, a mulher decide terminar a faculdade antes de engravidar.
 
No livro, discuto o caso da Costa Rica, onde a Igreja Católica tentou pressionar os fiéis a não adotarem métodos anticoncepcionais e acabou perdendo espaço para igrejas evangélicas que incentivavam esses métodos como paternidade responsável.

O Brasil é uma história de sucesso, vocês já estão abaixo da taxa de reposição populacional [calculada como 2,1 filhos por mulher; abaixo disso, a tendência é a população decrescer].

Se não é a religião o principal fator por trás do crescimento populacional, o que é? Seria ligado ao fato de que, em alguns países, as pessoas ainda têm medo de não deixar descendentes por causa da alta mortalidade infantil?
 
São vários fatores, e um deles é o que você mencionou -em certos países da África, as pessoas continuam tendo filhos atrás de filhos porque muitos bebês acabam morrendo.

Mas ainda há, é claro, a mesma razão cultural pela qual, no livro do Gênesis, os israelitas seguem o mandamento "crescei e multiplicai-vos": se você tem uma família numerosa e poderosa, seus inimigos têm mais dificuldade de vencê-lo. E um dos jeitos de conseguir isso é a poligamia.

Esse tipo de mentalidade ainda é forte mundo afora.
Por outro lado, também no livro do Gênesis, há a história de José [um dos 12 filhos do patriarca israelita Jacó], que pode ser considerado o mais antigo ecologista.

Vivendo no Egito, ele observou os sinais de que a região estava prestes a passar por um ciclo de escassez e aconselhou o faraó e sua família israelita, dizendo que era hora de conservar, e não de continuar a se expandir. E foi graças a isso que José decidiu ter uma única esposa e apenas dois filhos, e ele conseguiu salvar todo mundo da fome que veio depois.

Nossa situação não é muito diferente, porque chegamos a um ponto em que será cada vez mais difícil produzir mais comida. Para cada 1ºC de aumento da temperatura do planeta daqui para a frente, é provável que a produtividade agrícola caia 10%, por exemplo. Continuar na trajetória de crescimento desenfreado é uma receita para o desastre.

Nos anos 1960 e 1970, o desenvolvimento de variedades agrícolas mais produtivas, a chamada Revolução Verde, afastou o fantasma da fome. Não é natural as pessoas esperarem que novos desenvolvimentos tecnológicos também resolvam o problema agora?
 
O que as pessoas têm de entender é que a Revolução Verde foi só uma solução temporária. Norman Borlaug, o pai da Revolução Verde, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz por isso, usou seu discurso de aceitação do prêmio para chamar a atenção para o problema do crescimento demográfico.

Embora a Revolução Verde tenha evitado a fome, os tipos de plantio que ela preconiza não estão mais sendo suficientes em lugares como a Índia.

Uma das experiências mais terríveis que tive foi entrevistar as viúvas de fazendeiros indianos que se mataram bebendo pesticidas porque suas terras não têm mais água [as variedades agrícolas ligadas à Revolução Verde exigem irrigação], eles não conseguiam produzir e estavam endividados. Mais de 200 mil agricultores indianos se suicidaram.

O senhor também diz que é errada a ideia de que os poucos países com população em declínio, como o Japão, vão sofrer um colapso econômico. Por quê?
 
Por muitos anos, alguns economistas eram grandes fãs do crescimento populacional, simplesmente porque, com mais gente no mercado de trabalho, mais barata é a mão de obra.

Todo mundo se diz preocupado com o que vai acontecer com o Japão, com esse monte de gente idosa e tão pouca gente jovem para sustentar a aposentadoria deles. O que poucos percebem é que o processo é gradual e, ao longo de no máximo uma geração, conforme os mais idosos morrerem e os filhos dos jovens de hoje crescerem, você vai ter é um equilíbrio demográfico entre as duas parcelas da população de novo.

Com isso, você consegue fazer duas coisas: manter pessoas mais velhas na força de trabalho por mais tempo, e trazer mais mulheres com bom nível educacional para a força de trabalho.

Depois de pesquisar e escrever o livro, o senhor está mais ou menos otimista em relação aos desafios do crescimento populacional?
 
Estou mais otimista do que me sentia quando comecei a escrever o livro. É difícil para as pessoas aceitarem que a população precisa começar a diminuir porque nós passamos por um século inteiro no qual a população humana quadruplicou.

Só que elas têm de perceber que essa situação é algo anormal, criada por avanços repentinos na tecnologia médica e na produção de alimentos para os quais não estávamos preparados.

A boa notícia é que há um tremendo impulso mundo afora em favor de famílias menores. O planeta está urbanizado, não precisamos mais de tantos braços para a lavoura.

Outra notícia boa é que não precisamos de nenhuma descoberta dramática -estamos falando de uma tecnologia da qual já dispomos, e que é muito barata.

Precisaríamos de apenas US$ 8 bilhões por ano para disponibilizar anticoncepcionais para todas as pessoas do planeta -isso é o que os EUA gastavam por mês no Iraque e no Afeganistão anos atrás.

 

sábado, 16 de novembro de 2013

'Antes que morram': fotógrafo capta diversidade de tribos indígenas no mundo



As tradições e costumes das poucas tribos indígenas remanescentes do planeta foram documentadas pelo fotógrafo britânico Jimmy Nelson, que as reuniu no projeto "Before They Pass Away" (Antes que elas morram, em tradução livre). Entre as tribos retratadas estão nativos seminômades cazaques, do oeste da Mongólia - um deles é visto na foto acima durante a temporada de caça. (Foto: Jimmy Nelson)
Papua Nova Guiné ocupa o leste da segunda maior ilha do mundo e está sujeita à atividade vulcânica, a terremotos e a grandes ondas. Em termos linguísticos, trata-se do país mais diverso do mundo, com mais de 700 idiomas nativos. Muitas das tribos retratadas por, como Huli, Asaro e Kalam, vivem isoladamente no montanhoso interior da ilha e têm pouco contato entre si ou com o mundo exterior. (Foto: Jimmy Nelson)
Chukotka, no extremo nordeste da Rússia, é uma região extremamente remota, às margens do estreito de Bering e do círculo Polar Ártico. Moram ali 68 mil pessoas, sob um rigoroso inverno de temperaturas de até -40ºC. Acima, os chukchi, uma das tribos habitantes da região, dentro de um abrigo. (Foto: Jimmy Nelson)
A Nova Zelândia é dominada por dois grupos culturais: os de ascendência europeia e a minoria maori, cujos ancestrais polinésios chegaram às ilhas neozelandesas cerca de mil anos atrás. Os primeiros europeus a chegar ali ficaram espantados pelos desenhos nos rostos e corpos dos nativos. Os rostos dos homens costumam ser marcados da testa ao pescoço, semelhante a uma máscara e servindo como forma de provar a virilidade do guerreiro. (Foto: Jimmy Nelson)
O antigo reino de Lo - agora conhecido como Alto Mustang - costuma ser descrito como a mítica Shangri-lá escondida do Nepal, por ser um local remoto e isolado do mundo exterior. A região é um dos poucos lugares onde a cultura tibetana permanece intacta. Até 1992, era totalmente fechada para turistas. Acima, a tribo Lopa, em Mustang. (Foto: Jimmy Nelson)
O gaúcho é o equivalente argentino ao caubói americano - espíritos livres que percorrem os pampas, cuidam do gado e não são subordinados a ninguém. (Foto: Jimmy Nelson)
Grupos nômades, vivendo às margens da sociedade no Chifre da África, vivem sob pressão e temem que seu estilo de vida tradicional esteja a perigo. A tribo mursi, pastores na região Omo do Sul, na Etiópia, é um desses grupos. (Foto: Jimmy Nelson)
Os Rabari são uma das sociedades mais reclusas e tradicionais da Índia, famosos por sua robustez e pelos incríveis bordados que criam. As mulheres da tribo chegam a passar anos costurando itens de seu dote. (Foto: Jimmy Nelson)
As ilhas Vanuatu obtiveram sua independência da França e da Grã-Bretanha em 1980. A maioria das cerca de 80 ilhas são desertas; algumas têm vulcões ativos. A terra é muito importante para os indígenas ni-Vanuatus (vistos acima perto de um vulcão) e uma parte significativa de sua cultura. (Foto: Jimmy Nelson)
Pastores de renas da tibo Nenets habitam a península Yamal, no Ártico russo, há mais de mil anos. Hábitos do século 21 parecem muito distantes deles, mas muitos têm celular, motos especiais para a neve e geradores. Os pastores se opõem à chegada do desenvolvimento em sua região com medo de perder mais de suas terras pastorais, de onde tiram o alimento de suas renas. (Foto: Jimmy Nelson)

PostHuman - sci-fi action

Curta - Ficção: "RUNAWAY"

Dia Nacional da Consciência Negra será comemorado na segunda com festa em BH

No 4º Prêmio Zumbi de Cultura e Comemoração do Dia Nacional de Consciência Negra, haverá menção honrosa e prêmios nas áreas de música, dança, teatro, personalidade negra, atuação política, literatura, educação, manifestação cultural e religiosidade

Publicação:16/11/2013 00:13Atualização:16/11/2013 12:06
A Cia. Baobá faz show para celebrar os 318 anos de luta e morte de Zumbi dos Palmares (Patrick Arley/Divulgação)
A Cia. Baobá faz show para celebrar os 318 anos de luta e morte de Zumbi dos Palmares
O Dia Nacional da Consciência Negra (comemorado em 20 de novembro) será celebrado em Belo Horizonte na segunda-feira, com a entrega do 4º Prêmio Zumbi de Cultura. Criação da Cia. Baobá de Dança – Minas, o evento terá atividades na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, com bate-papos temáticos: “Juventude negra, cor e cidadania” (das 9h às 12h) e “Empreendedorismo, arte e protagonismo juvenil” (13h30 às 16h). E, à noite, solenidade de premiação, no Teatro da Biblioteca Pública, das 19h às 22h.

Responsável pela criação da companhia em 1999, a diretora e coreógrafa Júlia Bertolino avisa que a segunda-feira será dia de reflexão e festa, em que a Cia. Baobá e diversos grupos culturais da cidadese unirão na comemoração aos 318 anos de luta e morte de Zumbi dos Palmares. O prêmio contemplará 10 pessoas que se destacaram em BH e em Minas nas artes negras. O troféu é confeccionado pelo artista plástico Jorge dos Anjos, um dos nomes mais expressivos da arte mineira contemporânea.

Haverá menção honrosa e prêmios nas áreas de música, dança, teatro, personalidade negra, atuação política, literatura, educação, manifestação cultural e religiosidade. Estão confirmados shows com Lúcia Santos (Velha Guarda do Samba), Zaika dos Santos, Cia. Baobá Minas, Titane, Grupo Bombos do Iroko e Roda de Djembê (Casinha) além das rodas de conversa.

4º Prêmio Zumbi de Cultura e Comemoração do Dia Nacional de Consciência Negra
Dia 18, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, e Teatro da Biblioteca Pública, Praça da Liberdade, 21 Funcionários.








Desmatamento na Amazônia aumenta 28%

O desmatamento na Amazônia aumentou 28% segundo números do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes) e do Instituto Nacional de Pesquisa e Estatística (Inpe).



Brasília - O desmatamento na Amazônia aumentou 28% segundo números do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes) e do Instituto Nacional de Pesquisa e Estatística (Inpe). 
Os dados apresentados quinta-feira (14), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, são relativos ao período de agosto de 2012 a julho de 2013 e mostram que a área desmatada foi 5.843 quilômetros quadrados.
Apesar do aumento, a ministra assegurou que essa é a "segunda menor taxa de desmatamento já registrada em toda a história" desde que o monitoramento começou a ser feito pelo Inpe.

Entre os estados que mais desmataram estão Mato Grosso (52%) e Roraima (49%). Quando o cálculo é feito em quilômetros os estados que lideram o ranking de desmatamento são o Pará, com 2.379 quilômetros quadrados, e Mato Grosso, com 1.149 quilômetros quadrados. 

VÍDEO: 

Cresce número de alertas de desmatamento na Amazônia

NBR NOTÍCIAS -- 05.07.13: O número de alertas para fiscalização do desmatamento da Amazônia, medidos entre agosto de 2012 e maio deste ano, aumentou em 35% em relação ao período anterior. 

Segundo o Ibama, 17% das denúncias caracterizam desmatamento, quando é retirado toda a cobertura vegetal da região, e 83% degradação florestal. Nesse período, o valor das multas aplicadas pelo órgão alcançou R$ 1,7 milhão. 

A Operação Onda Verde que fiscaliza a área desde o início deste ano e vai permanecer até o final de dezembro, tem mais de mil fiscais na região Amazônica. 

Denúncias sobre agressões ao meio ambiente podem ser feitas por meio da Linha Verde do Ibama, pelo telefone 0800 61 8080.

Agência Brasil