quinta-feira, 20 de março de 2014

Satélite Amazônia-1 entra na fase final de integração

Com informações do INPE

Satélite Amazônia-1 entra na fase final de integração
Cada propulsor tem empuxo de 5 newtons.[Imagem: INPE/Divulgação]
Olho no desmatamento
O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) testou com êxito os propulsores que serão usados pelo satélite Amazônia-1.
Previsto para ser lançado em 2016, o Amazônia-1 terá uma câmera óptica de visada larga capaz de gerar imagens do planeta a cada quatro dias.
Essa revisita rápida aos mesmos locais permitirá a melhoria nos dados de alerta de desmatamento na Amazônia. O Amazônia-1 também fornecerá imagens frequentes das áreas agrícolas brasileiras.
Propulsores
Os propulsores, cada um com 5 newtons (N) de empuxo, são utilizados nas manobras no espaço, necessárias para o posicionamento e manutenção das órbitas do satélite.
Os testes foram realizados em bancada, no Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA) do INPE.
O subsistema de propulsão da Plataforma Multimissão, que é a base sobre a qual o Amazônia-1 foi construído, foi desenvolvido pela empresa brasileira Fibraforte, com a coordenação de engenheiros do instituto.
O subsistema completo é composto por seis propulsores, tanque de propelente e válvulas para controle dos propulsores e para carregamento do tanque, com as respectivas tubulações e seus acessórios. O tanque é carregado com hidrazina anidra, pressurizada com nitrogênio ultrapuro.
Plataforma Multimissão
A Plataforma Multimissão (PMM) é uma plataforma genérica para satélites na classe de 500 kg.
Com massa de 250 kg, ela provê os recursos necessários, em termos de potência, controle, comunicação e outros, para operar uma carga útil de até 280 kg em órbita.
O INPE se prepara agora para as atividades de integração - a montagem de todos os componentes - e os testes finais do Amazônia-1.
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