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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Bancários: Não é só pelo salário. É contra o abuso dos bancos

A Sociedade Pergunta:



O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a nova proposta apresentada pela Fenaban 

(sindicato patronal) nesta sexta-feira (4), de reajuste salarial de 7,1%, ou seja, 

aproximadamente 1% de aumento real, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT 

(confederação nacional dos bancários) e coordenador do comando.

 
A oferta foi feita nesta tarde aos representantes da categoria, em reunião marcada pela própria Fenaban um dia após os representantes do comércio pressionarem a federação a entrar em acordo com a categoria. 

Segundo a CNDL (confederação dos lojistas), o setor pode registrar perdas de até 30% se a greve se prolongar até o quinto dia útil do mês.
 
Foi a primeira oferta desde o início da greve, no dia 19 de setembro. A paralisação completa hoje 16 dias.
 
Após reunião das lideranças sindicais, para discutir a oferta, foi decidido pela rejeição.

 "Estamos rejeitando essa proposta pois ela não contempla os principais itens da categoria, 

não só os econômicos, mas também os sociais.", diz Cordeiro. 

A categoria pede 11,93% de correção (5% de aumento real).

 
Segundo o presidente da entidade, não houve nenhum avanço em relação à alta rotatividade no setor, "os bancos demitem quem ganha mais e contrata novos funcionários pagando menos", diz. 

Além disso, não houve proposta em relação às metas abusivas e à segurança dos funcionários.
 
"Não tem avanço na questão do emprego, não tem avanço na questão do trabalho e segurança, nós estamos indicando a rejeição da proposta e a ampliação da nossa greve".
 

Em relação à PLR (Participação nos Lucros e Resultado), ficou mantida a fórmula praticada atualmente. Os bancos oferecem correção dos valores fixos e de tetos em 10%, que, segundo Cordeiro, na prática não muda nada para os trabalhadores.
 
Cordeiro explicou que, ainda hoje, enviará à Fenaban comunicado oficial para avisar que "o comando está rejeitando a proposta e orientando as nossas assembleias a rejeitaram também.".
 
"Esperamos que a Fenaban chame uma outra negociação e apresente nova proposta, mais condizente com as reivindicações dos trabalhadores", disse Cordeiro.
 
Agora, a greve deve continuar na segunda-feira, até que os bancos apresentem nova oferta.
Procurada, a Fenaban não comentou a rejeição imediatamente.
 
ASSEMBLEIAS
 
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, representa 143 sindicatos em todo o país.
 
Após a rejeição da proposta pelo comando, as lideranças vão se reunir com os trabalhadores em assembleias e informar que a direção do movimento está defendendo a rejeição do que a Fenaban propôs.
 
"Estamos pedindo para os trabalhadores referendar a posição que os dirigentes tomaram". "A rejeição é uma posição do comando, que deverá ser referendada nas assembleias", diz Cordeiro.




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Contraf-CUT divulga carta aberta aos clientes sobre greve dos bancários

Escrito por: Contraf-CUT

A Contraf-CUT divulgou nesta quinta-feira (19) uma carta aberta aos clientes, explicando por que os bancários estão em greve nacional e responsabilizando a intransigência dos bancos.
 O material pode ser acessado na seção de downloads na área restrita do site para ser impresso e distribuído aos clientes e usuários, durante os piquetes e as manifestações da greve em todo país.

O panfleto mostra que os bancos também desrespeitam os clientes e a sociedade, apontando as filas intermináveis por causa da falta de bancários e a cobrança de juros e tarifas mais altas do mundo.

Os bancos só "sugam" os clientes e não oferecem contrapartidas sociais ao Brasil e aos brasileiros.

Clique aqui para ler a carta aberta.

Leia abaixo o texto completo:

BANCÁRIOS EM GREVE 

NÃO É SÓ PELO SALÁRIO. É CONTRA O ABUSO DOS BANCOS

> Ninguém ganha mais dinheiro que os bancos. Mas eles desrespeitam os seus funcionários, os clientes, os usuários e a sociedade brasileira.

> Os seis maiores bancos lucraram mais de R$ 29,6 bilhões somente no primeiro semestre do ano. Mas não querem atender as reivindicações dos bancários por aumento real, melhores condições de trabalho, preservação da saúde, mais contratações, mais segurança e igualdade para todos.

> Enquanto isso, os altos executivos dos bancos chegam a ganhar até 400 vezes o que recebe um caixa. É assim que o Brasil se torna um dos campeões mundiais de concentração de renda.

> Para atingir os lucros gigantescos, os bancos pressionam os bancários a vender produtos aos clientes, mesmo que eles não precisem.

> Os bancos exigem metas cada vez maiores, impossíveis de serem atingidas. Por isso os bancários estão adoecendo. Mas os banqueiros não querem discutir medidas para preservar a saúde.

> As filas intermináveis nas agências ocorrem porque faltam funcionários. Enquanto a economia brasileira continua gerando empregos, os bancos fecharam mais de 15 mil postos de trabalho nos últimos 18 meses, para aumentar os lucros.

> Os bancos no Brasil cobram os juros e as tarifas bancárias mais altas do mundo. Eles só "sugam" os clientes e não oferecem contrapartidas sociais ao Brasil e aos brasileiros.

> Mesmo com esses ganhos, os bancos investem pouco em segurança para proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes. Só no primeiro semestre deste ano, houve 30 mortes em assaltos envolvendo bancos, dos quais 21 eram clientes.

> Por tudo isso, os bancários estão em greve.

> Desculpe pelo transtorno. Mas é que estamos tentando melhorar o atendimento a você. Por isso contamos com seu apoio e compreensão.

Contraf-CUT, Federações e Sindicatos
Fontes: