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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

NMB - NAVIOS MERCANTES BRASILEIROS

Navios Mercantes Brasileiros
A V I S O
I M P O R TA N T E
Esse projeto foi criado a partir de dados coletados através dos anos, de vários meios onde foi possivel localizar informações sobre a história de nossa Gloriosa Marinha Mercante, e principalmente de seus navios.

(This project was developed during years, collecting all kind of information from all sources available regarding the history of Brazilian Merchant Marine and mainly her ships)

É um trabalho feito por entusiastas, para entusiastas.

Bem-vindo a bordo!
(Welcome on board!)


Ruben:

Segue abaixo um dos navios catalogado pelo site, visitem o site e verão muitos navios desde os primórdios da marinha mercante brasileira, de todos os tipos e finalidades, sua história desde a fabricação, detalhes construtivos, onde navegou, tripulação , de fato um belo trabalho do grupo:

www.naviosbrasileiros.com.br


Classe Betelgeuse (Série T2) da Transroll

"Betelgueuse - Ostenta com orgulho a bandeira do teu armador, levando sua mensagem de modernidade, luta  esperança e fé no futuro deste país"
(Agnes Bullentini Barbeito de Vasconcellos - Madrinha do navio - Transcrição de parte de suas palavras por ocasião do seu lançamento ao mar)
N/M Belatrix entrando no porto do rio de Janeiro, RJ



Marcelo Lopes
Origem
A Transroll Navegação S/A foi organizada em 1976, com sede na cidade do Rio de Janeiro, iniciando sua operação com o transporte marítimo utilizando navios próprios em 1979, com a incorporação do navio roll on roll off N/M Pioneiro. Nesta época, fazia o transporte entre Brasil e Argentina, logo expandindo para a costa oeste da América do Sul, tornando-se o maior Armador no transporte de veículos do continente.
Joseph Mc Millian - Flags of the World Website
O N/M Pioneiro foi o único navio próprio empregado no transporte de veículos, até o ano de 1987, quando começou o plano de renovação e atualização da frota da empresa, sendo prevista a construção de seis navios em duas classes diferentes, no entanto, somente quatro foram construídos: A classe T1, composta pelos N/M Intrépido e Independente, a classe T 2 composta pelos navios multifuncionais N/M Betelgeuse(1) e Belatrix(2).
Foto: Marcelo Lope - Santos, SP
A classe T 2 ou Betelgeuse, foi inspirada na classe G 3, do armador norte-americano Atlantic Container Line. Inicialmente, previa-se que os navios seriam construídos pelo estaleiro Verolme Estaleiros Reunidos do Brasil, localizado em Jacuacanga, na cidade de  Angra dos Reis/RJ. O projeto também já possuía capacidade na superestrutura para o transporte roll on roll off.
Com o desenvolvimento do projeto, a construção foi entregue ao estaleiro Engenharia e Máquinas S/A – EMAQ, no Rio de Janeiro/RJ, sendo a capacidade transporte de veículos na superestrutura alterada, diminuindo conseqüentemente seu tamanho em relação ao projeto original, utilizando o espaço a ré da mesma para o transporte de containers no convés superior. Outra diferença em relação aos G 3, é que a classe T 2 pode operar somente com containers, somente como roll on roll of ou com ambas as capacidades, pois seus porões têm decks interligados, possibilitando a integração de todos os decks internos, sendo possível ainda o transporte de volumes pesados, na área abaixo de sua superestrutura, acima da praça de máquinas. Para o transporte completo apenas com containers, bastaria a remoção dos pontões de interligação dos decks, disponibilizando o todo o espaço para os containers.
Sua capacidade total é de 2.233 containers de 20’ ou 1.031 de 40‘ mais 121 unidades de 20’, sendo possível em ambas as configurações o transporte de 200 unidades frigoríficas. Para movimentação de cargas possuem 3 guindastes eletro-hidráulicos capacitados para 40 toneladas para até 32 metros de distância.

Com grande versatilidade, possuem uma rampa angulada a BE do tipo Mac Gregor-Navire, com 15 metros de largura em sua porta de cesso ao navio e 8 metros de largura em sua extremidade, com 31,6 metros de comprimento. A rampa pode operar com trânsito nos dois sentidos com cargas de até 500 toneladas. Isto proporciona o transporte de cargas com peso e dimensões excepcionais.

Todo seu sistema de controle de lastro, ventilação e estabilidade são controlados por um sistema de computadores localizado no Centro de Controle de Carga do navio, sendo seu lastro automaticamente compensado conforme a movimentação de cargas. A monitoração dos containers frigoríficos também é automatizada.

A praça de máquinas também é totalmente computadorizada, sendo que os motores auxiliares foram especialmente projetados para operação ilimitada, mesmo com 20% abaixo de sua capacidade nominal.

O passadiço, assimétrico, é totalmente digitalizado com sistemas IVMS Sperry de controle de navegação, sistemas de radares Arpa e piloto automático ADG, o qual permite seu comando por penas um homem, tendo consoles de comando também em ambas as asas do passadiço, bem como o controle de seu bow thruster (sistema de hélices transversais auxiliares para manobras de atracação e desatracação). Também, seu sistema de radiocomunicação está no estado-da-arte da tecnologia.
Través da proa de BB do N/M Belatrix.
Os Navios
Navio Prefixo Casco Lançamento Entrega Primeiro Comandante
N/M Betelgeuse PPSE 403 27/06/1991 12/05/1992 CLC Jairo Barbosa Lopes
N/M Belatrix PPSI 404 10/12/1991 ??/??/1992 CLC Adalberto Nunes Neto
Em outubro de 1999, o N/M Betelgeuse foi arrendado ao armador Empresa de Navegação Aliança S/A, e teve seu nome alterado para N/M Aliança Ipanema, o mesmo ocorreu com o N/M Belatrix em setembro de 2000, passando a ser N/M Aliança Maracanã.

Ambos os navios, são certamente os mais versáteis navios já construídos no Brasil, sendo utilizados para o transporte das mais diversas cargas, entre containers e volumes especiais pesados, além de serem navios inegavelmente belos, robustos e seguros.
C a r a c t e r í s t i c a s (Main Particulars)
Classe BETELGEUSE ( T 2 ) - FICHA TÉCNICA
Estaleiro Construtor: EMAQ Engenharia e Máquinas S.A. - Rio de Janeiro
Dimensões: 192,20 mts de comprimento; 179,80 mts de comprimento entre perpendiculares; 32,26 mts de boca; 18,80 mts de pontal; 11,90 mts de calado totalmente carregado
Capacidade de carga: 2.233 contêineres de 20' sendo 200 unidades frigoríficas
Deadweight: 33.621 ton
Propulsão: Motor Sulzer 7RTA62 de 7 cilindros; com 19.320 bhp x 109 rpm
Autonomia: 12.000 milhas
Velocidade máxima: 19 nós
Tripulação: 23 tripulantes
Equipamentos pra movimentação de carga: Uma rampa externa com pista de 15m de largura na porta e 8m de largura na extremidade, comprimento de 36m; Uma rampa interna com pista com pista de 9m de largura até o convés intermediário e 6m até o convés inferior, comprimento total de 64,8m;
3 guindastes com capacidade de 40ton a 40m, com "spreaders" semi-automáticos de 20' e 40'.
Outras informações: células para contêineres intercambiáveis de 20'e 40'; impelidor lateral com hélice de passo variável;
passadiço assimétrico fora da linha de centro;
sistema computadorizado gerenciador de navegação IVMS Sperry;
piloto automático ADG e radares ARPA "touch screen" Sperry;
controle remoto do motor principal no passadiço (console central e asas);
controle do impelidor lateral nas asas do passadiço;
sistema automático de lastro para compensação de banda;
computador de carga Kockumation;
sistema computadorizado de monitoração de contêineres frigoríficos;
sistema computadorizado de monitoração do motor principal;
sistema computadorizado de monitoração dos motores auxiliares.
   
   
   
   
   
   

(1) Betelgeuse é o nome de uma estrela vermelha da constelação de Alfa-Orion, de magnitude de 0.50 e classe espectral M 2
(2) Belatrix é o nome de uma estrela vermelha da constelação de Gama-Orion, de magnitude 1.17 e classe espectral B 2.
Fontes (Sources)
  • Gomes, CLC Heli Camilo, arquivos pessoais
  • Transroll Navegação S/A, Brochura do Armador
  • Betelgeuse, A Estrela Vermelha da Transroll, Artigo da Revista Navegação, julho de 1991, nr. 62, Rio de Janeiro, RJ