quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Eike Batista - MPX muda o nome para Eneva

Empresa tem controle compartilhado entre E.ON e Eike.
Assembleia também aprovou membro para o conselho de administração.


Eneva apresentou também a identidade visual da empresa (Foto: Divulgação)

Eneva apresentou também a identidade visual da empresa
(Foto: Divulgação)

A MPX, empresa de energia de Eike Batista, anunciou nesta quarta-feira (11) a aprovação da mudança do nome da empresa para Eneva.

A aprovação foi feita em assembleia geral extraordinária realizada nesta quarta. Também foi aprovada a eleição de Joel Mendes Rennó Jr. para o conselho de administração da empresa.
Segundo o comunicado da empresa, o nome Eneva é composto pela letra “E”, de “energia”, combinada à palavra “NEVA”, que remete a “nova”. "O nome simboliza uma nova fonte de energia, em busca constante por soluções inovadoras e transformadoras".
Desde maio a empresa tem controle compartilhado entre a E.ON e Eike Batista, conforme acordo de acionistas. A E.ON adquiriu 24,5% das ações da Eneva pertencentes ao empresário, alcançando uma participação de 36,2%.
Após o aumento de capital a ser realizado pela E.ON, que Eike não acompanhará, a alemã ficará com 38% de participação e o empresário, com 24%.
Segundo o comunicado, a Eneva tem carteira de ativos operacionais de 1.780 MW de capacidade instalada, nos estados do Maranhão, Ceará e Amapá, e mais 1.100 MW em construção, "o que a posiciona entre as maiores geradoras privadas de energia do Brasil".
“A mudança de nome representa a significativa reestruturação que estamos conduzindo na companhia. Será uma motivação para os desafios e oportunidades que virão. O Brasil tem grande demanda por energia elétrica e a Eneva quer contribuir de forma relevante para o crescimento sustentável do País”, disse Frank Possmeier, executivo da Eneva.
Identidade visual
A identidade visual da empresa usa cores para representar os diferentes tipos de energia. Vermelho é a energia térmica, amarelo é a solar e azul são as energias eólica e hidrelétrica.
Saída de Eike
Eike Batista renunciou ao conselho de administração da MPX em julho, quando houve aumento de capital privado de R$ 800 milhões para reforçar o caixa da companhia em meio a turbulências enfrentadas no mercado.
MPX
Em julho, Eike Batista renunciou ao conselho de administração da MPX – empresa de energia com negócios complementares em geração elétrica e exploração e produção de gás natural na América do Sul. Também foi feito um aumento de capital privado de R$ 800 milhões para reforçar o caixa da companhia em meio a turbulências enfrentadas no mercado.
De acordo com a MPX, na operação, a empresa alemã E.ON - que detém 24,5% do capital da MPX e compartilha o controle da geradora térmica com o empresário - investirá até R$ 366 milhões, e o banco BTG Pactual, seu assessor financeiro, se comprometeu a dar o restante. Esse aumento de capital vai substituir a oferta pública de ações inicialmente prevista. A decisão foi tomada, de acordo com a empresa, diante da "deterioração das condições de mercado nas últimas semanas".
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