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domingo, 22 de setembro de 2013

Novo método de ensino melhora habilidades matemáticas em jovens


Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida, nos EUA, envolvendo mais de 5.000 estudantes do jardim da infância e primário constatou que a abordagem de ensino tradicional é menos eficaz que em ocasiões quando os alunos apresentam suas próprias estratégias de resolução de problemas. 

Na prática, o estudo mostrou que as tentativas próprias de aprendizagem geram resultado melhor que as formas direcionadas de ensino.


Segundo os pesquisadores, a chamada “avaliação formativa”, quando os alunos são deixados livres para tentar resolver problemas por conta própria, aumentou o domínio de conceitos fundamentais de matemática. 

Os resultados corroboram os dados de dois projetos de ensino que avaliaram, anteriormente, as duas formas de aprendizado.



“Testes de campo aleatórios mostraram que os alunos de terceiro ano que eram submetidos ao tipo de aprendizado não convencional estavam bem à frente de outros estudantes ensinados por professores que usam abordagens mais tradicionais”, afirma Laura Lang, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo. 

A técnica foi desenvolvida por pesquisadores do Centro da Flórida para a Pesquisa em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, que recebeu cerca de 2,9 milhões de dólares em fundos para o desenvolvimento do projeto.



Os estudos foram realizados em parceria com 31 escolas e 301 professores divididos em três distritos da Flórida, entre zona urbana e rural. As escolas foram escolhidas aleatoriamente. 

“No jardim de infância, podemos sugerir que os alunos aprenderam a uma taxa equivalente a um acréscimo de seis semanas de instrução. 

No primeiro ano, os ganhos foram ainda maiores: dois meses de aulas extra. Era como se nós estendêssemos o ano letivo sem realmente acrescentar nem um dia a mais”, exemplifica Lang.



Ensino otimizado



Segundo os pesquisadores, a nova abordagem permite que os professores possam atender melhor as necessidades educacionais de cada criança, além de evitar reter aqueles que já estão prontos para avançar, otimizando de forma eficiente os que ainda estão com mais dificuldades de aprendizado. 

Para Lang, esse cenário contrasta “fortemente” com a prática corrente em muitas salas de aula elementares.



“Com base em nossas observações em sala de aula ao longo dos últimos quatro anos, os professores geralmente dependem muito de um livro de matemática para orientar o planejamento de instrução no dia- a-dia, e muitas vezes proporcionam um retorno aos alunos apenas quando as respostas estão corretas. 

Já na avaliação formativa, além das tarefas de matemática, os professores pedem que o aluno explique seu raciocínio para chegar às respostas. 

Assim, os professores ficam mais preparados para identificar equívocos, determinar lacunas de compreensão e ajustar o ensino de acordo com a necessidade”, diz a pesquisadora.



Com informações do Phys.org